Com nova estratégia, Citrix vai muito além da virtualização

Para onde vai, Luis Banhara, gerente-geral da ‎Citrix Brasil, leva seu escritório. Parece trabalhoso, mas não é nada além do seu smartphone com conexão 4G e um mouse. Rapidamente, ele tira do bolso os aparatos, acessa, por meio de um aplicativo, seu desktop, que está em um ambiente virtual em um data center da empresa, e abre alguns arquivos. Pode ser que esse processo seja mais rápido do que em muitos notebooks. “Esse já não é mais o escritório do futuro. É o de hoje”, sentencia.

Por muito tempo, a Citrix discursou ao mercado sobre virtualização, algo que parecia impossível de se compreender quando surgiu o conceito. Como acontece com qualquer tecnologia nova, demorou para se entender seu objetivo. Mas, agora, com a consolidação do tema, a novidade é como extrair o máximo valor da tecnologia. “É a produtividade”, comenta ele.

A bandeira atual da empresa, aponta, é redefinir a maneira de trabalhar e a experiência dos funcionários no chamado ambiente de trabalho digital. “E essa experiência é também segura, pois quando o funcionário se afasta do dispositivo, automaticamente ele desloga”, explica.

Segundo o executivo, essa nova forma de trabalhar tem atraído todos os segmentos de mercado, mas os bancos e o setor de saúde têm acelerado iniciativas do tipo. A aposta da companhia tem feito saltar o número de clientes no Brasil. Já são mais de 4 mil por aqui. “Temos crescido também porque aprimoramos nosso portfólio. Agora, nossas soluções estão disponíveis na modalidade software como serviço”, conta.

A atualização no portfólio surtiu resultado. Para 2018, a meta é ter pelo menos 50% das vendas nesse formato. Mas somente no primeiro trimestre de 2018 a nuvem representou 80% das vendas. “O modelo está maduro e os clientes mais receptivos a ele”, comenta. As provas de conceito (POCs) também passaram a ser feitas na nuvem, relata Banhara, o que permitiu reduzir de três meses para dois dias os testes com dados reais de clientes.

Bons ventos

Para o ano (de 2018 ainda ou 2017?), Banhara acredita que será promissor para o Brasil, em uma estratégia essencialmente apoiada em canais. Atualmente, são 140 em solo nacional. Internamente, inclusive, essa é uma área que será reforçada. “Canais e Vendas são setores que fazem a diferença e devemos ampliar em 50% o time”, avisa.

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