Há tempos a Intel investe pesado em pesquisa e em soluções para diversas área da TI, embora a companhia sempre ficasse associada ao mundo dos PCs. Agora, com toda a convergência e transformação que se assiste em TI, a fabricante quer se posicionar de maneira diferente e dar um foco muito maior ao segmento corporativo. Você pode até estranhar, uma vez que nos últimos anos as campanhas sempre focaram o mercado de consumo, mas ouvindo os executivos da Intel e os focos de trabalho para o próximo ano (cloud, data center, 5G, entre outros) fica bastante clara a nova mensagem.
Como frisou o diretor-geral da companhia para o Brasil, Maurício Ruiz, a companhia trabalha um ciclo de crescimento virtuoso, pelo qual circulam cloud/data center, memória, coisas e devices e FPGA, tudo isso envolto por conectividade que, no caso da Intel, o foco está no desenvolvimento da próxima geração de internet móvel. “O 5G está para internet das coisas como o 4G esteve para o smartphone”, comparou. “Mas óbvio que faremos IoT antes disso, mas quando vier o 5G, será uma implantação em massa.”
O foco em 5G será trabalhar em conjunto com o mercado nas definições de padrões. A fabricante acredita em alguns pilotos rodando em até um ano e meio. No caso de computação em nuvem, Ruiz entende o modelo como força maior para que toda a transformação aconteça e aposta que, cada vez mais, as empresas que mantém infraestruturas privadas adotarão os conceitos de eficiência empregados numa nuvem pública em seus ambientes internos, criando um mundo híbrido e convergente.
Em coisas e devices a fabricante tem feito apostas ambiciosas que passam por drones, sensores, vestíveis, óculos inteligentes e casas inteligentes. Casos práticos dessas tecnologias já são vistos no mercado, como a parceria com a ESPN para o X Games onde sensores foram instalados em equipamentos dos atletas, ou mesmo a parceria com a marca Oakley para confecção de um óculos inteligentes que trabalha como um personal trainer.
Obviamente, esse esforço veio acompanhado de aquisições em questões específicas, como a FreeD, que por meio de uma tecnologia de vídeo muda totalmente a experiência do espectador. Recentemente, num jogo entre Real Madrid e Barcelona a tecnologia foi aplicada. A fabricante comprou ainda a Voke e a Movidius, com tecnologias de realidade virtual, e a Ascending, de drones.
Mas em meio a toda essa inovação, o time de Ruiz trabalha focado para buscar resultados fortes em 2017. Embora exista um foco em tirar a imagem de empresa de PCs, um dos focos de crescimento para o próximo ano é justamente este pilar. “Como toda a indústria sofremos nesse mercado por conta da valorização do dólar, da crise e o desemprego, que inibe a troca de máquinas, mas esperamos uma melhora em 2017 e, para isso, seguiremos com nosso foco em 2 em 1 e conversíveis, além de novidades na área de games”, explicou Ruiz, ao cita um dado da IDC, que prevê para 2017 um crescimento de 5% nas vendas de PCs no Brasil.
Já a área corporativa, que agora trabalha totalmente verticalizada para levar soluções que atendam as necessidades setoriais, Ruiz entende que existe um movimento forte de migração para computação em nuvem e com entrada forte das grandes corporações no modelo. “Além daquelas que implantam o conceito internamente. Estive recentemente em um banco e o executivo me disse que já utilizava OpenStack internamente.” Para as companhias de pequeno e médio porte, a intenção do executivo é que essas empresas vejam a Intel como fornecedor de solução completa de nuvem por meio dos parceiros.
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