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Com liderança ameaçada, Jack Dorsey, do Twitter, recebe apoio de Elon Musk

O final de semana não começou muito bem para Jack Dorsey, cofundador e CEO da rede social Twitter. Acontece que o fundo de investimentos Elliott Management, criado pelo economista Paul Singer e que vem discordando da gestão do executivo, comprou uma quantia significante das ações da companhia (mais de US$ 1 bilhão) e conseguiu o direito de nomear quatro membros para o Conselho de Diretores. 

Segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, o objetivo do Elliott Management é substituir Dorsey (que também comanda a startup de pagamentos Square) por um CEO que seja mais dedicado aos problemas e metas do microblog. Diferente do que acontece com empresas como Facebook, na qual foi criada uma diferenciação entre ações para dar maior poder de voto à Mark Zuckerberg, os papéis do Twitter possuem o mesmo ‘peso’, o que possibilitaria essa substituição mesmo que à revelia do CEO. 

Apesar de ter apresentado resultados acima do esperado no último trimestre de 2019, batendo a marca de US$ 1 bilhão em receita, o fundo de investimentos acredita que, com a gestão atual, a empresa pode perder oportunidades de negócio (como os Jogos Olímpicos e as eleições americanas) e não enfrentar de forma  correta desafios (como o coronavírus). 

Aliado de influência

Dentro desse novo cenário que pode encadear decisões não muito positivas sobre o futuro de Dorsey no Twitter, o executivo pelo menos obteve o apoio do já citado Elon Musk, que também se divide entre negócios como a fabricante automotiva Tesla e a companhia de viagens espaciais SpaceX

“Só queria dizer que apoio @Jack como CEO do Twitter. Ele tem um bom coração”, foi a mensagem publicada por Musk em seu perfil no Twitter na noite desta segunda (2). 

Apesar de, na prática, o apoio de Musk não contar como fator para o Elliott Management, sua opinião tem peso por conta de seu histórico profissional e pelo fato de ser um ativo usuário do Twitter, chegando a participar de reuniões internas para abordar correções que poderiam melhorar a experiência dos usuários. 

Com ou sem apoio de Elon Musk, é possível que nos próximos meses o mercado testemunhe uma disputa interna mais acirrada dentro da rede social, com a nova configuração do Conselho promovida pelo fundo de investimentos. 

* Com informações da Bloomberg e Financial Times 

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