A abertura do mercado de TV por assinatura é encarada pela Telefônica como possibilidade de crescimento entre as classes C e D. A estratégia foi anunciada pelo presidente do grupo, Antonio Carlos Valente, nesta quarta-feira (15/12), durante tradicional almoço de fim de ano com a imprensa.
“O nosso objetivo é realizar investimento em tempo curto e com custos que façam sentido, atendedo a camadas mais baixas que hoje não têm acesso ao serviço”, afirmou. Pelo discurso so executivo, apelo seria, portanto, no preço dos pacotes. Ele não deu detalhes, contudo, sobre quais valores seriam aplicados.
No fim de novembro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a retirada da regulamentação de cláusula que proíbe empresas de telefonia fixa a atuarem no mercado de TV por assinatura, que atualmente consta dos contratos de concessão firmado com as operadoras. O tema deve ficar em audiência pública e, dentro de seis meses, ter seu regulamento publicado.
Já o Projeto de Lei Complementar 116, que está em discussão no Congresso, também prevê a quebra da rigidez das regras do mercado de TV a cabo, permitindo a participação de empresas de telefonia. De acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, pouca coisa mudaria com a liberalização.
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