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Startups receberam US$ 2,49 em investimentos neste ano

Montante já supera em 3% o acumulado no mesmo período de 2019, aponta levantamento realizado pelo Distrito

Por  Tiago Alcantara

10:00 - 7 de novembro de 2020
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Concentrated young male and female colleagues sitting at meeting table cooperate and planning project, skilled multiracial crew planning and communicating in modern designed coworking office

As startups brasileiras receberam US$ 2,49 bilhões nos dez primeiros meses de 2020, montante distribuído num total de 338 rodadas. O volume de investimentos alcançado já supera em 3% o acumulado no mesmo período do ano passado, quando U$$ 2,41 bilhões foram aportados, segundo o Inside Venture Capital Brasil, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito.

Somente em outubro deste ano, o mercado de venture capital nacional movimentou US$ 221 milhões, sustentando 49 aportes em jovens empresas de base tecnológica, dos mais diversos setores. O montante é 258% superior ao investido no mesmo mês de 2019 (US$ 61,6 milhões) e 52% maior do que o realizado no período de 2017 (US$ 144,8 milhões), até então o melhor outubro da história para o setor.

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“O mercado de venture capital no Brasil segue extremamente aquecido. No início da pandemia, sentimos que os investidores ficaram um pouco mais cautelosos, mas logo em junho os aportes começaram a ser retomados com uma velocidade crescente”, pontua Gustavo Gierun, cofundador do Distrito. “Nestes dez meses, já superamos o acumulado durante o mesmo período de 2019 e nossa expectativa é que este cenário se mantenha pelos próximos meses. Ao que tudo indica, há grandes chances de termos o melhor ano da história para o universo das startups brasileiras”, completa.

Em 2019, o mercado de venture capital movimentou US$ 2,95 bilhões no Brasil. Ainda que resultado de um movimento que vinha crescendo gradativamente, o ano foi atípico, marcado por grandes cheques realizados por fundos estrangeiros. O grupo japonês SoftBank, por exemplo, participou de rodadas que juntas somaram mais de US$ 1,3 bilhão. Gympass, QuintoAndar, Loggi, VTEX e Olist foram algumas de suas investidas. O acumulado de 2020 já representa 84% do total aportado em um ano de recordes.

Entre as principais rodadas realizadas no último mês estão uma de US$ 100 milhões para a Take, companhia focada em serviços para internet. Esta foi a maior rodada Series A já realizada no Brasil. Neste mês também ocorreu o maior aporte de 2020 em uma healthtech: a Sami, startup que faz uso tecnologia e dados para minimizar as ineficiências das operadoras de saúde, recebeu um aporte de mais de US$ 15 milhões.

Estágios e setores

Considerando todas as 338 captações realizadas nos dez primeiros meses do ano, nota-se que a maioria dos aportes estão concentrados nos estágios early stages (Anjo, Pré-Seed e Seed). São 292 no total. Porém, quando se volta para o volume investido, a concentração está nos estágios late stage (Series A – G e Private Equity). Mais de 93% do capital investido (US$ 2,32 bilhões) está concentrado nestes estágios.

No que diz respeito aos setores, as fintechs, startups voltadas a soluções de serviços financeiros, foram as que mais atraíram investimentos ao longo do ano. No total, mais de US$ 1 bilhão foram foi investido em 70 rodadas. Em seguida, vem o setor focado no varejo, as retailtechs. Foram US$ 274 milhões, distribuídos em 32 aportes.

Fusões e Aquisições

Ao todo, 118 fusões e aquisições de startups foram realizadas ao longo dos últimos dez meses, crescendo a marca de 2020 como o maior ano em número de movimentações deste tipo no mercado brasileiro. Em outubro ocorreram 18 delas. O volume acumulado no ano já é 87% superior a todo o ano de 2019, quando foram realizadas 63 aquisições.

Até agora, os setores de adtechs e fintechs foram os que mais atraíram interesse de grandes corporações em 2020. Os segmentos tiveram 17 e 16 startups adquiridas neste período, respectivamente.

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