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Três frames para inovação

As três metodologias podem agilizar o processo de transformação do seu negócio. Confira qual é a melhor para sua empresa

Por  Vitor Fernandes

16:32 - 28 de abril de 2019
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A inovação em grandes empresas pode ser bastante desafiadora. Normalmente pessoas envolvidas nesse processo acabam tendo que assumir diversas responsabilidades, negligenciado a visão de futuro. Em muitos casos a estratégia idealizada acaba não sendo seguida, pois as atividades do dia a dia demandam muitos recursos. Os gestores que conseguem administrar os recursos escassos de maneira eficaz tendem a obter melhores resultados.

No livro Dual Transformation o autor apresenta três frameworks que todo líder que deseja transformar a empresa deveria seguir.

• O ‘moonshot frame’, que é usado para conceber e descrever o futuro que inspira e captura a atenção da organização.

Os ‘shareholders’ buscam investir em empresas que tenham grande perspectiva de crescimento. A inovação tende a ser o caminho mais propício, entretanto conceber inovação e lidar com o dia a dia é uma tarefa desafiadora. O ‘moonshot’ visa descrever como a empresa deveria ser no futuro. A descrição precisa da empresa ajuda os gestores a entenderem como ela irá se posicionar no mercado.

• O lunar module frame, que concebe os componentes que irão transformar o ‘moonshot’ do sonho para a realidade.

O lunar module é o responsável por concretizar ações que levarão a empresa até sua visão de futuro. Os componentes criados devem auxiliar tanto a gestão como as operações. Entretanto, nesse momento a atenção deve estar relacionada em traduzir estratégias intangíveis em processos.

• O ‘tuesday lunch frame’, que leva o gestor a pensar sobre as atividades específicas do amanhã para garantir o progresso.

As ações do dia a dia devem mudar a fim de suportarem a visão de futuro da empresa. O ‘tuesday lunch frame’ busca identificar as ações do dia a dia que devem ser modificadas. O ‘framework’ aborda as ações de todos os níveis hierárquicos da empresa. Apesar de a estratégia ocorrer de forma ‘top-down’, as ações que suportarão o novo negócio também serão ‘bottom-up’.

A liderança deve ter a habilidade de manter um planejamento para um futuro promissor, ao mesmo tempo em que lida com as atividades do dia a dia. Após criar uma visão de futuro, uma das primeiras atividades é entender qual a distância entre onde a empresa está e aonde quer chegar.

Um erro comum é estimar o crescimento acima do que é possível obter. Normalmente, as startups tendem a cometer esse erro. Além de estimar o crescimento, é preciso determinar as barreiras transponíveis e intransponíveis. Reduzindo o uso de recursos em desafios que não serão superados.

O líder tem o desafio de decidir quanto recurso deve investir no que será o novo core business, neste caso o ‘moonshot’ e quanto deve investir na atividade atual. Esse balanço juntamente com o desafio de lidar com equipes que devem estar motivadas com a visão de futuro compõem os três ‘frameworks’ para inovação.

Ao desempenhar com maestria o processo de inovação será natural para o líder, saber o que deve ser feito e quando deve ser feito. Os insights do processo de transformação permitirão com que as estratégias estejam alinhadas com as oportunidades de inovação.

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