Os impactos da revolução tecnológica no mercado de trabalho

Mas quais foram as principais mudanças que a tecnologia trouxe para a carreira atualmente? 

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4:56 pm - 02 de outubro de 2019
Startup Business People Working on Laptop

Que o mercado de trabalho está em constante transformação já não é mais novidade. Olhando para trás, é possível notar que toda vez que uma tecnologia foi desenvolvida, proporcionou novas formas de comunicação que interferem diretamente no modo como as pessoas trabalham. Foi assim com a chegada da televisão, do telefone e da internet. É perceptível, nos últimos anos, que a tecnologia está evoluindo de forma acelerada e que atualmente existe uma geração conectada. Mas quais foram as principais mudanças que a tecnologia trouxe para a carreira atualmente? 

Na questão operacional das empresas, a mudança é clara no modo com que as pessoas se relacionam. Há alguns anos, marcar uma reunião com um cliente baseado em outro estado, por exemplo, era complexo. A internet proporcionou as conferências em vídeos, que conectam as pessoas do mundo todo, com a maior facilidade. Com isso, algumas empresas passaram a apostar em benefícios como o home office, já que o funcionário consegue realizar todas as tarefas de casa, da mesma forma como se estivesse na empresa. A internet tornou-se a principal ferramenta de trabalho, para as mais diversas áreas.

Além disso, a gestão humanizada também agrada a geração conectada. Os profissionais estão mais independentes, pois têm maior acesso a informações e conteúdos, por isso, está também mais fácil se especializar. Esses profissionais querem cumprir menos horas de trabalho e prezar pela qualidade de vida e melhor rendimento. Para isso, buscam trabalhar em locais  onde possam aplicar a autogestão e contribuir com ideias para a corporação.

Tendências para os próximos anos

Nesse mundo mais rápido e conectado, as formas de consumo também evoluíram. A praticidade fala mais alto, as compras são realizadas pela internet, os aplicativos de entregas avançaram para as áreas de transporte, alimentação e até finanças. Assim, estudos apontam que, até 2030, algumas profissões vão desaparecer porque serão substituídas pela tecnologia. Com este cenário, quais as principais tendências para o futuro?

Com uma maior competitividade, já que se profissionalizar está se tornando mais acessível com os cursos onlines, as pessoas vão deixar de lado aquela vontade de construir uma carreira em uma única empresa, que era muito comum. Trocar de trabalho vai ser uma prática frequente. Os profissionais irão cada vez mais querer novos desafios, sair da rotina. O mesmo acontece com a jornada diária de 8 horas, que está com os dias contados, já que hoje pode-se trabalhar de qualquer lugar, a qualquer hora.

As profissões também passarão por transformações. As gerações que ainda estão por vir trabalharão com funções que ainda não existem, e os avanços da modernidade tendem a aumentar ainda mais. Deixo a minha dica para todos os profissionais: independente da área em qual atuam, busquem ficar de olho nas novidades e necessidades do mercado. Nunca deixem de estudar, pois o conhecimento move montanhas. Mesmo com as mudanças, haverá espaço no mercado para aqueles que estejam dispostos a inovar em suas carreiras. Hoje a maior inovação corresponde a desenvolver as soft skills, ou seja, habilidades não técnicas como: empatia, criatividade, colaboração, inteligência emocional, diferencial no novo mundo do trabalho, no mundo ágil. 

Para os gestores, será necessário se aprimorar, liderar cada vez mais de maneira humanizada e apostar cada vez mais nos funcionários que estão dispostos a contribuir e se familizam com as propostas tecnológicas. Essa tendência é algo que, a curto e médio prazo, se solidificará.

*Por Susanne Anjos Andrade é especialista em desenvolvimento humano e autora dos best-sellers “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” (Editora Gente) e “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”, e do livro digital “A Magia da Simplicidade”. É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching, liderança, gestão da mudança e transformação digital. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o “Modelo Ágil Comportamental”, e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

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