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Inteligência Relacional: atributo "Combustão"

Dentre as definições presentes nos dicionários, a que mais se alinha ao nosso objetivo a descreve como "circunstância de grande tumulto".

Por  Rodrigo Giaffredo

07:04 - 26 de março de 2019
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Dentre as definições presentes nos dicionários, a que mais se alinha ao nosso objetivo a descreve como “circunstância de grande tumulto”.

Ouça agora o podcast deste conteúdo:

Esse é o último episódio da série inteligência relacional, e hoje vamos falar sobre o poder da Combustão.

Sua importância reside no fato de que através da capacidade de gerarmos “combustão” ganhamos um poder extraordinário de mobilização rápida e assertiva das pessoas e dos recursos necessários para a conclusão de um objetivo.

Nos negócios, isso é sinônimo da criação de possibilidades de engajar as equipes certas, e disponibilizar os recursos necessários para as primeiras iterações, no tempo mais adequado para que a experimentação antecipada resultante de toda essa mobilização seja vantajosa para o lançamento de produtos e serviços, por exemplo muito antes dos concorrentes, ou dos eventuais ruptores do seu mercado – movimento conhecido com accelerated time to market.

Identificamos com clareza se uma empresa gera combustão em níveis adequados, através da medição do tempo entre o surgimento de um problema ou oportunidade de negócios, versus o início dos trabalhos ou experimentos após o planejamento – planejamento este que passa a ser curto e focado o suficiente para o desenvolvimento de produtos minimamente viáveis, ou MVPs.

Já sua ausência é facilmente percebida quando há apego excessivo à rigores metodológicos principalmente nos estágios iniciais de definição de escopo e planejamento do trabalho, por exemplo gastando-se meses entre a ratificação do problema ou oportunidade de negócios, e o efetivo acordo sobre o escopo e a data de início dos trabalhos.

Uma boa maneira de melhorar esse tipo de combustão nos comportamentos das equipes, é através do aumento da clareza na comunicação de objetivos e do sentido do trabalho, bem como um ajuste saudável no nível de aversão à risco nas fases iniciais dos projetos, ajuste este que é rapidamente recompensado com a oportunidade de correções de curso antecipadas graças aos mecanismos de feedback gerados através de conversas constantes sobre o andamento da execução.

Em resumo, inteligência relacional é sobre curiosidade, combinação, comunidade, coragem e combustão, qualidades tão humanas, e tão esquecidas nos nossos dias.

No entanto, desenvolvê-las em nós mesmos, e nas nossas equipes, pode nos levar a um outro patamar em matéria de capacidade de aprender, desaprender, e reaprender o que quer que seja, ou seja, é um enorme diferencial competitivo para profissionais que desejam investir em se tornarem protagonistas de suas carreiras.

Obrigado por acompanharem a série Inteligência Relacional, e fiquem ligados porque já já eu volto com novidades.

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