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Colaboração transforma conhecimento em economia

No novo conceito, que leva o nome de CPDM (collaborative product definition management), clientes, parceiros e fornecedores passam a participar ativamente dos processos de negócio. “Na empresa estendida, o conhecimento não fica limitado. Além de provê-lo, é possível adquirir experiência e conhecimento de todas as organizações envolvidas”, explica João Horácio Conceição Filho, arquiteto de soluções da T-Systems, provedora de serviços de TI, comunicações e engenharia. “Se a troca de informações é maior, as alternativas aumentam significativamente”.

O papel prioritário da colaboração para o sucesso de uma estratérgia de e-business já faz parte das cartilhas de companhias americanas e européias e está conquistando a confiança de empresas nacionais. Prova disso é o investimento da empresa PTC, fornecedora de softwares industriais atuando há seis anos no país, que trouxe a solução PDMLink, no início do segundo semestre com a promessa de atender qualquer tipo de empresa envolvida com desenvolvimento de projetos.

“No caso das multinacionais, a penetração é mais rápida por seguir o exemplo das matrizes estrangeiras”, aponta Hélio Samora, diretor da PTC para a América Latina. “Já as nacionais estão assustadas devido a oscilação do dólar, mas existe uma crescente aceitação”. Até outubro de 2003, a empresa espera faturar nada menos que US$ 1 milhão com o PDMLink.

Como é imprescindível, a ferramenta é completamente baseada em Web e atua na distribuição de informações desde a detecção da demanda do produto até o suporte deste em campo. “Para se ter uma idéia da importância de uma ferramenta de colaboração em uma empresa estendida, o trabalho de cerca de 20 pessoas dependem do acesso às informações geradas por cada projetista envolvido”, exemplifica Samora. “Isso representa o desempenho de áreas de compras técnicas, controle de qualidade e vendas, entre outras”.

O diretor garante que a implementação é realizada em, no máximo, cinco semanas por meio do programa Quick Start Package da PTC. “Isso vale tanto para equipes de implementação própria como para nossos parceiros, entre eles a T-Systems”. Para o arquiteto de soluções, a implementação é de fato muito importante pois envolve um profundo conhecimento dos processos de negócios dentro de uma empresa. “O fundamento para o bom desempenho de uma solução colaborativa é identificar como funciona a troca de informações dentro da empresa”, destaca Conceição Filho.

De acordo com o diretor, o PDMLink torna possível reduzir entre 25% a 30% o time-to-market de produtos, entre 15% a 20% a perda de material e retrabalho e em quase 100% o tempo de busca de informações. Sendo assim, o ROI da solução gira em torno de 10 a 18 meses, dependendo do nível de colaboração. “Soluções de colaboração representam uma das maiores vantagens competitivas para garantir a liderança na retomada econômica”, aponta Samora.

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