Categories: Notícias

Codifique uma vez, codifique sempre

Um dos temas mais discutidos em TI é a segurança em nuvem. O motivo geral desta preocupação é a prevenção ao acesso a dados e aplicativos não autorizados, e quando o tema é perseguido, e não apenas reconhecido como um problema, geralmente esbarra em duas questões principais: impedir o acesso por terceiros (hackers, crackers, entre outros) e de partes internas, como por exemplo, entrada de funcionários não autorizados.

Os dois são problemas, mas, em ambos os casos, os fornecedores de plataformas em nuvem oferecem garantia que parece reconfortante. Ou seja, eles dispõem de mais segurança de hospedagem de dados que a maioria. A principal razão para isso é que eles investem grande parte do tempo controlando ferramentas de segurança, monitorando ameaças e impondo controles de permissão.

O que não está claro na disputa dos fornecedores em nuvem, no entanto, é que existe uma terceira possibilidade de acesso, que os provedores não vão barrar: quando a entrada for do próprio usuário ou a pedidos das agências governamentais.

Provedores de computação em nuvem variam muito em relação as restrições que concedem aos dados, no entanto, nenhum acesso é forçado. Muitas empresas como a Dropbox, usam dados codificados, mas tem a desvantagem de ter que decifrar tudo o que foi criptografado.

A reação que vemos frequentemente nesta política comum é, ? se eu não estiver fazendo nada errado, eu deveria me preocupar?. Esta visão é, claro, um pouco ingênua. Pois mesmo que você não faça nada errado, os orgãos governamentais vão examinar os documentos da sua empresa sem obrigação contratual de mantê-los em segurança. Em outras palavras, por um simples problema burocrático de acesso a contas erradas, por exemplo, as agências do governo podem disseminar informações confidenciais livremente.

Algumas empresas, como a Box.net, não codificam seus dados a menos que você compre um plano que inclua este serviço. No começo desta semana, a Microsoft anunciou que os consumidores estrangeiros não estavam imunes a problemas semelhantes, ou seja, a USA Patriot Act Forces pode ter acesso irrestrito a qualquer hospedagem de dados que residam dentro ou fora do país.

Esta é a grande preocupação. Duas partes (o governo e o provedor de nuvem) têm acesso aos dados, mesmo quando este estiver codificado. Nas duas ocasiões o acesso é irrestrito.

Os provedores não vão defender os seus dados em seu nome, e ainda terão que fornecer tudo o que for solicitado pelo governo. Em último caso, o acesso é praticamente livre. O provedor pode ainda mudar os termos de privacidade a qualquer momento e sua única chance será apagar seus arquivos ? possibilidade que pode gerar grandes prejuízos caso a infraestrutura de sua empresa dependa de um aplicativo em nuvem.

Recent Posts

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

4 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

4 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

4 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

5 horas ago

Meta amplia controle para adolescentes

Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…

8 horas ago