Não é novidade para ninguém que o profissional de TI está cada vez mais estratégico. Com a evolução das tecnologias ? especialmente de computação em nuvem ? temas técnicos que antes permeavam o dia a dia do colaborador acabam ficando a cargo do fornecedor. Mas quais as atribuições do responsável pela infraestrutura e administração de redes em tempos de cloud computing?
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O Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA) anunciou semana passada o lançamento de um curso de pós-graduação voltado especificamente para aqueles que queiram aproveitar as oportunidades da área, que, segundo estudo da Microsoft e IDC, vai criar, ao lado de áreas relacionadas, como virtualização e gestão de dados, 7 milhões de empregos nos próximos três anos. A pesquisa também apontou que atualmente existem 1,7 milhões de empregos para cloud computing abertos em todo o mundo, mas que as organizações estão com problemas para encontrar perfis que se encaixem às necessidades.
?As vagas para ?profissionais de nuvem? estão aumentando à medida que caminhamos para 2013?, disse Cushing Anderson, VP da IDC, em comunicado. ?Com esse aumento, vem a dura realidade de que as forças de trabalho ao redor do mundo estão passos atrás quando se trata de atingir as habilidades necessárias para prosperar na indústria de computação em nuvem.?
Conforme Fábio Xavier, coordenador do curso da IBTA e especialista em segurança de rede, o tema impacta a vida do colaborador de duas formas: a primeira delas é a de quem contrata o serviço, aquele responsável por infraestrutura que teve sua atividade mudada completamente; e do empregado da empresa que fornece a tecnologia para o contratante.
No caso de quem está ao lado do prestador de serviço, Xavier explica que as principais alterações giram em torno da organização e da segurança. ?O que muda é o tipo de equipamento que vai ser usado. Como ele é compartilhado com várias empresas, os requisitos de segurança precisam ser muito maiores, já que os dados não podem se misturar de forma alguma?, explicou, ressaltando que a habilidade essencial para esses profissionais é segurança. ?É preciso também ser muito planejado, porque o profissional normalmente atende várias empresas ao mesmo tempo?, contou. Por fim, é necessário pensar como um estrategista para entender a dor do cliente e endereçar os melhores serviços possíveis para a necessidade. Com esse chapéu de desenvolvedor de projetos, explica Xavier, é possível atuar como engenheiro de pré-venda.
Para o lado de quem serve a empresa desempenhando funções internamente, o principal é conhecer as siglas que compõem as ofertas: infraestrutura como serviço (Iaas, da sigla em inglês), software como serviço (Saas, também da sigla em inglês), plataforma como serviço (Paas, da sigla em inglês), entre outras. ?É preciso compreender os diversos modelos disponíveis, conseguir analisar pros e contras do modelo, se é melhor manter internamente, ou se é melhor fazer de fora?, comentou.
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