Qual a visão que a área de marketing tem em relação a TI? Muito provavelmente a resposta se resume em uma única palavra: complexo. Já o CIO tem em sua mente um local seguro e privativo. Essa é a conclusão de Rafael Novo, da Impacta e EMC, durante sua apresentação no IT Forum Expo/Black Hat.
Mas essa relação de desencontros entre as áreas deve mudar com a chegada da 3ª era, que tem a predominância móvel. São bilhões de usuários e milhões de aplicações ao redor do mundo, que juntos poderão transformar a relação que TI tem com negócio que, por sua vez, enxerga a tecnologia como lenta, cara e restritiva.
?As áreas de negócios em geral estão descontentes com a TI, que basicamente tem se preocupado com legado e com a crescente demanda que negócio traz para a sua área. Mas esse cenário está prestes a mudar?, garante.
Segundo Novo, para a área de TI continuar sendo relevante é preciso reduzir custos operacionais para oferecer preços atrativos para a área de negócio. ?Isso é um desafio de anos, só que a agora entra um componente fundamental que é agilidade. A área de tecnologia tem que conseguir entregar um serviço confiável com baixo custo e de maneira ágil?, completa.
Dentro desse conceito e da necessidade da equipe de negócio surge a nuvem, que apesar de ser implementada dentro das organizações pela TI deve ser lembrada como uma revolução da outra área em questão. Embora seu objetivo seja oferecer facilidade, dinamismo, agilidade e baixo custo, cloud computing, na prática, tem criado certa dificuldade para a TI. ?Só 9% das empresas disseram ter a área de tecnologia madura para prover soluções ágeis de nuvem. Isso porque cloud não é um produto. Envolve pessoa. É preciso reestruturação interna na organização para implementar essa solução na companhia?, enfatiza Novo ao frisar que é necessário virtualizar aplicações para missão crítica. ?É um estepe necessário para ter cloud na sua infraestrutura.?
Estreitando relações
Para Rafael Novo, a área de marketing aposta em soluções de cloud computing em busca, essencialmente, de agilidade para entregar ao seu negócio a inovação desejada. E o investimento tem dado certo: ?o próximo passo é fazer com que a TI se transforme em um provedor de tecnologia para o cliente interno?, sugere.
Trabalhar processos de TI como serviço já é realidade na EMC, segundo Novo, que enfatiza que o melhor dos mundos é a nuvem híbrida, podendo ser utilizada de acordo com cada aplicação.
?Entendendo a necessidade do negócio é possível determinar se a sua demanda se encaixa melhor num serviço de nuvem privada ou pública, e em qual provedor?, conclui.
O ponto fundamental é entender a demanda da área de negócio para que a TI consiga se tornar o provedor de serviço para a área de negócio, mesmo que ela use serviço da nuvem externa.
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