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Claro, Tim e Vivo arrematam lotes nacionais do 4G por R$ 5,8 bi

As operadoras Claro, Tim e Vivo arremataram os três lotes
nacionais do 4G, no leilão do 4G, realizado pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), na manhã desta terça-feira (30), em Brasília.

A licitação envolve a venda de seis lotes pelo governo, cada
um com 10 MHz, na primeira rodada. Os três lotes arrematados permitirão a
oferta do 4G em todo território brasileiro, enquanto os outros três oferecem cobertura
regional.

A Claro ofereceu R$ 1,947 bilhão pelo primeiro lote, ágio de
1% sobre o preço mínimo de R$1,927 bilhão fixado pelo governo – maior valor
ofertado pelos lotes nacionais. Já Tim arrematou o segundo lote por R$ 1,928
bilhão, enquanto Vivo adquiriu o terceiro por R$ 1,927, preço mínimo estipulado
no edital. 

A Algar (ex-CTBC) não fez nenhuma proposta para o lote
nacional, mas arrematou o lote 5 por R$ 29,567 milhões – lote de abrangência
regional oferece cobertura na área de concessão da empresa.

Os outros dois lotes regionais não receberam ofertas das
operadoras participantes. Somado à ausência da operadora Oi, os lotes
rejeitados levaram à queda da arrecadação esperada Governo de R$7,7 bilhões
para R$ 5,85 bilhões. A Anatel ainda não informou quando os dois lotes restantes
serão ofertados novamente ao mercado. 

Leilão 4G

No leilão, foram analisadas as propostas apresentadas
pelas operadoras Algar (CTBC), Claro, Telefônica Vivo e Tim para os lotes
oferecidos na licitação da faixa de 700 MHz, destinada ao 4G. Na semana
passada, no dia 23, essas telcos entregaram à Anatel documentos de
identificação e suas respectivas propostas de preço, bem como outros documentos
de habilitação. Oi e Nextel decidiram não participar da licitação.

Ideal para cobertura de grandes distâncias, a faixa de 700
MHz, permitirá levar o 4G e internet banda larga de alta velocidade inclusive
às áreas rurais a um custo operacional menor. Hoje, o 4G no Brasil é ofertado
na faixa de 2,5 GHz, cujo leilão foi realizado em 2012. No total, o governo espera
arrecadar R$ 7,7 bilhões pelos seis lotes, cujos preços mínimos foram
estabelecidos em edital. Caso um lote não seja vendido nesta etapa, haverá uma
segunda negociação, na qual a oferta ocorre fracionada.

As operadoras vencedoras deverão custear os gastos
necessários para solucionar eventuais problemas com interferência em relação à
TV Digital e à redistribuição dos canais de TV e RTV (retransmissoras).

O último levantamento divulgado pela Anatel, em julho,
indica que 2,8% dos dispositivos móveis ativos no Brasil, considerando
smartphones e tablets, com acesso à banda larga possuem o 4G. 

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