Se existe algo muito bem definido no discurso da Citrix é a propagação da mensagem de que a era do PC acabou e a tecnologia da informação já vivencia o mundo da computação em nuvem. Algo que vai ao encontro das projeções de consultorias como a Forrester Research, que prevê um movimento de US$ 241 bilhões até 2020 com serviços em nuvem. Para a fabricante, diversas barreiras contrárias à nuvem caíram e as corporações precisam aproveitar os benefícios e facilidades para, porque não, reinventar o negócio.
Desta forma, a estratégia da Citrix para ganhar a atenção dos CIOs em nuvem está muito mais na oferta de serviços integrados do que em qualquer outra questão. Um dos pontos altos é o ShareFile, serviço de compartilhamento de informações que chegou na fabricante a partir de uma aquisição feita no ano passado. Embora Mark Templeton, CEO da empresa, não goste da comparação com o DropBox, o funcionamento remete muito à oferta que caiu nas graças dos usuários finais. ?Não é DropBox para empresas, mas minha nuvem para as empresas?, afirma o executivo.
Mas a simples oferta de compartilhamento de dados por si só não traz nenhum atrativo às corporações interessadas em alguma ação no mundo da nuvem. De forma geral, as empresas têm iniciado a jornada no modelo com email ou plataforma de colaboração. Mas as integrações promovidas pela Citrix e um serviço que permite fazer a localização da informação pode, sim, servir de chamariz, já que muitos CIOs temem que suas informações, especialmente as passíveis de auditorias, estejam em locais fora do País.
Chamado de StorageZone, a funcionalidade dá ao administrador a possibilidade de definir, de maneira muito simples, em quais localidades determinadas informações podem ser armazenadas, tornando o processo bastante transparente, como lembra o vice-presidente de data sharing Jesse Lipson. ?O ShareFile foi pensado para usuários corporativos. Uma das primeiras integrações foi com o Outlook. Para o bem ou mal, essa ferramenta permanece popular quando o assunto é colaboração e esse plug-in é muito importante.?
Com o plug-in para Outlook, por exemplo, ao enviar fotos ou qualquer outro arquivo por email, nada vai anexado, mas segue um link para que o destinatário possa fazer download, a sincronização de arquivos é bastante simples, bem similar ao Dropbox e, outra vantagem, é a disponibilidade de aplicativos para iPad, iPhone, Android, Windows Phone e BlackBerry.
Contudo, a jornada da Citrix em nuvem tem desafios pela frente. A companhia não é uma provedora como Amazon ou Google, mas acredita que com suas ofertas de software como serviço, compartilhamento de dados, entre outros produtos que integram ou suportam o modelo de cloud computing, a fabricante acredita que pode ser um player de peso.
Para América Latina, especificamente, Templeton acredita que as projeções sejam boas, ainda que existem barreiras a serem suplantadas. ?Em termos de desejo, a América Latina está pronta, mas tem desafios de conectividade. Entretanto, não é uma região diferente de outras no mundo em termos de preparo para nuvem. O crescimento econômico, como visto no Brasil, permite que a infraestrutura de cloud deslanche?, analisa.
*O jornalista viajou a San Francisco a convite da Citrix
O Sberbank, maior banco da Rússia, está oferecendo modelos de inteligência artificial (IA) a países…
A Palo Alto Networks registrou forte aumento na procura de clientes por orientações sobre segurança…
O iFood confirmou nesta terça-feira (03) o vazamento de dados cadastrais de aproximadamente 1,2 milhão…
O CEO da OpenAI, Sam Altman, participará da cúpula do G7 na França em junho,…
A segurança digital passou a ocupar posição central na decisão dos brasileiros ao escolher uma…
A terceirização das operações de segurança cibernética vem se consolidando como estratégia predominante entre as…