Apresentar soluções que otimizem os recursos disponíveis e estar integrado ao negócio são algumas dicas que ajudam muito em tempos de crise. Embora o orçamento de 2009 esteja garantido (para a maioria das divisões de TI), é bastante comum as empresas convidarem os CIOs para uma reavaliação do orçamento, e quanto mais preparado eles estiverem para conduzir o debate, melhor serão os resultados colhidos ao final da conversa.
Esses e outros assuntos ligados ao impacto da crise no setor de TI foram tema de um encontro de CIOs promovido pelo Gartner, na sexta-feira (05/12), em São Paulo. Para Moacyr Gomes, diretor do Programa Executivos do Gartner, é importante que os CIOs se liguem aos “seus pares” na área de negócios. “O valor da TI para o negócio tem que ficar claro nessa hora, é uma oportunidade”, declarou.
A tarefa pode parecer difícil, mas quanto mais o departamento se mostrar como uma unidade apenas “reativa”, menos investimento e importância ele terá dentro de uma corporação. O analista da consultoria considera três pilares fundamentais para um CIO, sobretudo quando há um clima de tensão na economia: como rodar o negócio, como a TI pode contribuir para o crescimento e como transformar o negócio. Durante o encontro, foi mostrado que, em geral, durante o ano de 2008, 66% do orçamento da área de TI foi alocado para as operações, ou seja, para rodar o negócio.
“A mudança do cenário é proporcional à capacidade de se integrar ao negócio. Se não acontecer, terá pressão para reduzir custo. Ele (o CIO) tende a ter uma redução nominal. Quando se integra, isso muda, pode até aumentar o orçamento”, avalia Gomes. Esse incremento pode vir de diversas maneiras, como explicou o analista. Se uma empresa vai lançar um produto, por exemplo, a TI deve entrar em cena, o momento é propício para apresentar idéias e projetos que podem aumentar produtividade e gerar economia.
Se 2008 foi um ano bom, para 2009 as projeções continuam otimistas. Um levantamento feito pelo Gartner com 1220 empresas, em outubro, mostrou que 46% das companhias pretendem aumentar o orçamento no próximo ano, 33% devem manter e 21% reduzir. “Não há necessidade de pânico, TI não está em recessão”, alerta Gomes. O especialista também avisa que disseminar as informações sobre a importância da TI para todos os níveis da empresa se torna algo imprescindível, um ponto a favor do CIO.
Outras dicas passadas durante o encontro para o próximo ano são: focar na criação de serviços, reexaminar o inventário de licenças das aplicações (algumas empresas possuem muitas licenças que não são usadas) e avaliar o mix entre custos fixos e variáveis e como isso está sendo gerido. Além disso, é extremamente necessário adotar um comportamento mais flexível, dando a possibilidade de mexer no orçamento, se necessário.
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