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CIOs da Vivo e Whirlpool relatam trajetória rumo ao novo

Quem não se transformar digitalmente será engolido pelo mercado. Pensando nessa máxima, a Whirlpool, dona de grandes marcas como Brastemp e Consul, e a Vivo iniciaram há algum tempo suas jornadas digitais. As CIOs das empresas compartilharam suas experiências durante plenária no IT Forum, que acontece até amanha (23/4), na Praia do Forte (BA).

A CIO da Vivo, Alessandra Bomura, afirmou que no setor de telecom os serviço de voz vêm caindo nos últimos anos, fazendo com que a empresa crie, constantemente, novas fontes de receita. Segundo ela, o investimento em conectividade é permanente e fator de diferenciação no segmento, visto pelos seus 100 milhões de clientes. Contudo, a digitalização não pode estar somente no front end, porque os patamares de eficiência dependem disso.

“Por isso, há alguns anos, decidimos criar um modelo flexível no digital, materializado na forma do Vivo Easy, lançado em março de 2016”, afirmou. O Vivo Easy é primeiro plano 100% digital da companhia e tem tido resultados significativos, segundo Alessandra, que apontou ter sido a Zup o parceiro do projeto.

O primeiro produto mínimo viável (MVP, na sigla em inglês), ou seja, versão mais simples do produto, mirou a usabilidade do aplicativo. Em dois meses e meio o app foi disponibilizado para os clientes. “O MVP é uma poderosa abordagem para inovar”, ressaltou. Segundo ela, o resultado foi rápido e os clientes aprovaram. “O app teve 57% de avaliações com nota máxima nas lojas de aplicativos”, comemorou.

Alessandra acredita que nesse novo universo, totalmente digital, a sobrevivência depende da transformação do negócio, que tem de atuar de forma disruptiva. “Há o evolutivo e disruptivo. Mas surge nesse processo o Evoluptivo”, assinalou.

Frente a frente
Renata Marques, CIO da Whirlpool, lembrou o fato de que na TI vence quem se atreve. “Temos de fazer o dia a dia acontecer, mas temos de mirar o crescimento e o movimento transformador, aplicando novos modelos de negócios”, disse, acrescentando, ainda, que na transformação o elemento principal é a cultura.

A executiva contou que a cultura fomentada no momento pela área de tecnologia da informação da Whirlpool conta com seis pilares fundamentais: TI como protagonista de diversas ações; obsessão pelo consumidor; colaboração e engajamento organizacional; diversidade para estimular a inovação; conceito de Beta constante, ajudando na entregar valor no curto prazo e continuar com uma esteira de entrega contínua; e parceria com startups para entregar valor no curto prazo.

“Para mudar a cultura, tem de criar novas experiências. Isso gera crenças e com isso agimos de forma diferente”, afirmou. Um exemplo nesse sentido colocado em prática recentemente na Whirlpool foi um workshop, realizado em parceria com a Zup, sobre criatividade e inovação e novas formas de trabalho.

Foi um dia intenso de trabalho no que Renata chamou de “dia de mudar crenças”. O grupo, composto por profissionais da TI e de dez áreas da companhia, saiu do encontro com quatro protótipos e 76 telas do protótipo. A solução entrou, em seguida, em uma fase de quatro meses de desenvolvimento.

Renata listou, ainda, seis recomendações que ela considera vitais para quem está em busca de mudança na TI.

  • Entenda a estratégia de negócio e defina objetivos claros
  • Não tente ferver o oceano
  • Endereça a dívida técnica (legado) e ao mesmo tempo invista no futuro. Não espere terminar o carnê de dívida técnica para começar o digital
  • Não existe fórmula mágica. Vá lá e faça. Comece com MVPs
  • Experiente, colete feedbacks e resultados.
  • Comece com as pessoas, são elas que farão toda a diferença. Vence quem se atreve

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