Ao falarmos sobre redes sociais, nos deparamos com um debate tão abrangente quanto a capilaridade das mesmas. O poder de disseminação da informação que essas estruturas proveem faz com que os CIOs voltem-se para dois aspectos fundamentais a serem considerados para exploração desses canais: segurança da informação e estratégia de mercado.
A abordagem de boas práticas de controle e monitoramento do tráfego de dados passa pela governança corporativa. Porém, o ingrediente humano não deve ser esquecido: os profissionais de hoje, de qualquer área da empresa, pertencem, em sua grande maioria, à geração digital. São pessoas que usam as redes sociais para vários fins, desde a busca de conhecimento técnico até diversão. Ou seja, utilizam-nas como principal canal de comunicação no seu dia a dia.
Dentro dessa nova realidade, inviabilizam-se posturas de outrora, onde o bloqueio a todo e qualquer acesso à web era prática comum e defendida pelos CIOs como sendo ações de segurança corporativa. Basta olhar pra dentro de casa: equipes de TI utilizam-se de fóruns para trocar experiências ou buscar soluções para problemas existentes.
Importante considerar que a cultura da empresa é o ponto de partida para uma reorientação dos princípios de segurança. Quanto maior a necessidade de controle, mais cuidadoso deve ser o processo de permissão de acessos. Conclui-se, então, que o desafio seja a adaptação das práticas de governança à cultura empresarial, permitindo o uso controlado da informação disponível nas redes sociais sem esquecer da mitigação dos riscos ao negócio.
Mas é quando analisamos como poderemos utilizar as redes sociais na estratégia de negócio que reside o grande desafio. O tema se insere no cotidiano dos CIOs: agregar valor ao negócio.
As redes sociais são instrumentos importantes de aproximação a stakeholders. Um ponto a ser considerado é que marketing, vendas e relacionamento, que, no passado, representavam setores “pouco amigáveis” a TI, são as prioridades no processo inovador de lidar com o mercado. Ao CIO, cabe estreitar a convivência com essas áreas, entender seus objetivos e alinhá-los com estratégias suportadas pelas redes.
Isso sem falarmos das empresas cujo core business é o relacionamento propriamente dito. Contact centers, por exemplo, têm a missão imediata de desenvolverem projetos que unam todos os canais de comunicação já em uso às redes sociais. Nestas companhias, os CIOs serão obrigados a participarem mais ativamente nas decisões estratégicas.
Enfim, existe um grande caminho a ser percorrido no entendimento e na implantação de políticas e estratégias orientadas às redes sociais. O desafio é enorme! Ações voltadas aos aspectos de segurança serão fundamentais, mas o que trará diferencial será a capacidade de traduzir em receitas o uso adequado das redes sociais. O perfil do executivo de TI terá de mudar no sentido do pleno entendimento dos objetivos da organização, deixando de ser coadjuvante para compor o board que irá comandar as mudanças. Trata-se de inovação, mas também de sobrevivência!
*Luís Guilherme Silva dos Santos é CIO da Work Telemarketing. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
Leia também:
Todos os artigos publicados em CIO Insight
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…