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CIO Insight: A importância do benchmarking estruturado de TI

Uma necessidade sempre presente no dia-a-dia de um executivo de TI é saber se o que ele está fazendo está alinhado com o mercado e se suas práticas são de boa qualidade. Para tanto, é necessário referenciar-se por meio da comparação com o que outras empresas de porte e maturidade semelhantes fazem. Como acredito na permanente troca de experiências, o benchmarking tornou-se uma estratégia obrigatória dentro da TI da Carbocloro.

Traduzido literalmente, benchmarking significa obter padrões de referência. Ou seja, atua como uma ferramenta de orientação que permite compartilhar experiências entre companhias, ajudando a alcançar melhores níveis nos seus processos internos. Baseia-se na descoberta e no aprendizado, envolvendo a identificação das melhores práticas e propiciando a projeção do seu desempenho futuro. Embora seja uma das ferramentas mais comentadas, é um dos conceitos menos compreendidos no meio empresarial.

Na Carbocloro, analisamos o benchmarking dentro da ótica de que ninguém é melhor em tudo. Deste modo, “copiar” modelos de outras empresas significa “economizar” tempo e trabalho. Por outro lado, estas “cópias” nunca serão iguais: sempre haverá ajustes, adaptação e aprimoramentos, o que garante a evolução da idéia original para todos!

Particularmente no âmbito da TI, quando falamos em fazer benchmarking, logo pensamos em consultar corporações, preferencialmente aquelas que temos algum contato. No entanto, este modelo de trabalho informal, certamente, não funciona de forma adequada!

Para deixar a “informalidade”, a TI da Carbocloro participa do Grupo de Benchmarking de Práticas e Processos de TI, que se formou em 2000. Ao longo destes oito anos, já passaram 30 grandes empresas nacionais. Praticamos um código de conduta, que regula ações de troca, confiabilidade e uso das informações.

O trabalho prevê um ciclo bianual nos anos ímpares, quando são documentados os processos e as práticas das empresas e publicados índices comparativos e indicadores. Primeiramente, definimos de forma democrática quais informações vamos trocar e como. Em 2007, com a participação de 16 empresas, optamos por usar Cobit e Itil.

Na seqüência, efetivamente trocamos informações com base no planejamento, elaboramos as análises e publicamos os dados, proporcionando, assim, adaptações e melhoria contínua para todos.

Nos anos pares, o processo tem continuidade com a condução de fóruns temáticos e pesquisas técnicas, visando a manter o relacionamento do grupo. Afinal, o propósito final é claro: ganhar vantagem competitiva!

* José Carlos Padilha é CIO da Carbocloro, que escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.

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