O modelo padrão de software corporativo, pelo qual as empresas compram licenças e continuam pagando para renovações, atualizações e manutenção, representa boa parte dos gastos da verba de TI corporativa, aponta o CIO do Google Ben Fried.
?Isso é ruim e nós temos que parar com isso?, afirmou Fried, durante uma apresentação no Interop Conference & Expo, em Nova York (EUA). Além de desempenhar seu papel de líder de TI do Google, Fried é também sócio em uma companhia de salsichas, que ele diz ser uma rica fonte de metáforas para a indústria do software.
O CIO afirmou que mesmo quando as companhias não atualização ou modificam seu software, elas permanecem pagando as altas taxas de manutenção. ?Mesmo sem fazer nada, sai muito caro?, avaliou. ?Você está sempre pagando e há um caminho melhor a ser seguido.?
O melhor caminho, como afirma Fried ? e não há nada de surpreendente, visto o modelo de negócios do Google ?, é a nuvem. Ele afirmou que o gigante das buscas chegou a operar sete sistemas de email diferentes antes de padronizar para o atual serviço Gmail. Isso liberou a equipe de TI do Google de funções rotineiras de suporte para suportar projetos mais estratégicos. ?O que podemos fazer para acelerar a missão da companhia??, questionou o CIO.
Fried afirmou que a migração para o Gmail foi mais que apenas comer da própria comida. A mudança foi parte da estratégia pela qual o Google trabalhou para criar um ambiente de TI aberto, dando aos usuários mais chance de escolha e flexibilidade para colaboração.
?O que mais as pessoas precisam para executar é trabalhar com outras pessoas no ambiente corporativo?, afirmou Fried que, por 13 anos, liderou o departamento de TI do Morgan Stanley. Para Fried, as ferramentas de colaboração do Google tornam, por exemplo, o telefone de mesa opcional.
O Google também tem instituído um número interessante de práticas não ortodoxas de práticas de TI que, na visão de Fried, tornam os funcionários mais produtivos, ao mesmo tempo em que gera economia para empresas. Entre outras coisas, os funcionários recebem uma espécie de fatura mensal mostrando qual o custo de TI no mês corrente. Desta forma, a equipe pode se desfazer de softwares e dispositivos que não estão sendo usados e, para isso, o Google criou um processo que facilita essa atividade.
O programa gerou ao Google uma economia de US$ 400 mil em licença de software e custos de suporte nas primeiras duas horas, calculou Fried. ?Isso realmente funciona.?
O dinheiro economizado serviu para que os funcionários do Google chegassem a um estado de arte com os equipamentos usados no trabalho. Os funcionários podem escolher se querem Mac, Windows e Linux. ?E nós vamos oferecer um excelente dispositivo, eu quero algo que inspire as pessoas a trabalharem?, comentou. E a estratégia deve estar funcionando: na última semana o Google se tornou a segunda companhia mais valiosa.
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