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CIO das Olimpíadas de Londres

Garry Pennell, CIO dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, disse que assegurar as futuras necessidades de negócio é chave para o sucesso em contratos de fornecedores.

Um erro comum cometido pelos negócios quando estabelecem acordos de TI é determiná-los apenas com base nas atuais circunstâncias, diz ele, e se esquecer de incluir cláusulas que assegurem possibilidade  de adaptação a futuras mudanças circunstanciais ou de estratégia.

Pennell, que até o início deste mês era o CIO do banco Co-Operative Financial Services, disse aos delegados no mês passado, durante o Forrester Services and Sourcing Fórum em Londres, que muitos negócios estavam fazendo um bom trabalho em “tornar claros os requerimentos que atendem à atual situação do negócio”.

Mas, ao mesmo tempo, eles “alinham mal objetivos, ao não pensar sobre os diferentes acionistas ou sobre a política da organização”, afirma ele.

Pannell alertou os delegados, durante o Fórum da Forrester, que um contrato escrito de forma pobre “pode trancar o cliente em uma solução de serviço inapropriada”.

Ao invés, acrescentou, “você deve focar no alinhamento de duas organizações: em recompensar seu parceiro. Você não pode subestimar a importância de obter o nível adequado de relacionamento. E tem que contratar ciclos de planejamento envolvendo as duas partes para acordos de forma flexível”.

A renegociação de alguns contratos maiores do governo foi um exemplo importante de pouco planejamento de futuro, disse, alertando que não vale a pena iniciar um contrato antes dos requerimentos estarem propriamente definidos.

“Uma vez fui envolvido em um projeto do Ministério da Defesa que ia muito mal”, disse ele. “Todas as vezes que compreendiam quais eram os requerimentos importantes, tinham que renegociar”.

Outros exemplos recentes de dificuldade de renegociação não mencionada por Pennell inclui o Programa Nacional NHS para TI de US$ 21 bilhões, que mudou de escopo dramaticamente desde seu início. A renegociação mais recente foi feita para tornar o projeto mais centrado em requerimentos locais e levou à saída da Fujitsu do programa.

No setor privado, a transmissora BSkyB e a EDS esperam a decisão judicial de um processo histórico de mais de 700 milhões de libras, na qual a BSkyB alega que a fornecedora forjou suas habilidades para construir um sistema de gerenciamento de clientes. A EDS, agora parte da HP, argumenta que a BSkyB não sabia o que queria do sistema, e que a extensão e complexidade dos requerimentos da Sky “continuaram a emergir como coelhos da cartola de um mágico”.

O negócio precisa ser aconselhado a se planejar melhor para o futuro, diz o CIO das olimpíadas. Isso pode ser feito ao se aproximar mais de seus fornecedores e se engajar em discussões regulares e produtivas . “Gerenciamento de relacionamento é tão importante como seleção de fornecedor e termos de contrato”, afirma.

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