Terry Phillis, CIO da Prefeitura da Philadelphia, disse nesta terça-feira (29/01) acreditar que há 75% de chances de a EarthLink Inc. ser vendida ou abandonar o ambicioso projeto de uma rede WiFi na cidade em um ano. Como resultado, a cidade já está preparando planos de contingência caso isso venha a acontecer.
Phillis, que assumiu o cargo de CIO há um ano, disse que a cidade espera ter, nos próximos 60 dias, mais informações sobre o que a EarthLink pretende fazer em relação ao projeto. O executivo reconhece que a venda da rede para outro operador seria preferível ao seu controle pela prefeitura, mas disse estar preparado para qualquer das alternativas.
“Nós consideramos a rede WiFi um ativo da cidade. Nossa prioridade é completá-la para atender aos turistas e aos trabalhadores móveis da cidade. Mas não posso falar muito de nosso planos, caso a EarthLink abandone o projeto”, disse.
A construção da rede começou em maio do ano passado e, até aqui, mais de 70% da implementação está completada, lembra Phillis. Pela construção da rede, e sua operação por 10 anos, a EarthLink e a prefeitura assinaram um acordo de 22 milhões de dólares.
Em novembro, o CEO da EarthLink, Rolla Huff, garantiu ao ex-prefeito da Philadelphia, John Street, que a empresa vai concluir o projeto. De acordo com Phillis, a garantia foi dada depois que a empresa divulgou um comunicado, onde disse estar estudando “alternativas estratégicas” para seu negócio de redes municipais sem fio, avaliado em 40 milhões de dólares.
A desconfiança de que a companhia vá abandonar o projeto veio em agosto, quando a EarthLink anunciou a demissão de 900 funcionários até o final de 2007, e foi reforçada pelo comunicado. “O comunicado me pareceu dizer que a tecnologia WiFi não é mais uma alternativa estratégica para a EarthLink, e eles não o fariam se fossem continuar aqui”, disse Phillis, lembrando que a rede hoje deve ter dezenas de milhares de usuários.
A EarthLink não divulgou o número de usuários da rede e não divulgou comentários sobre o assunto. Phillis explicou que a cidade e os contribuintes não estão pagando pela construção da rede ou sua operação e, pelo contrato, não têm direito a informações sobre o número de usuários. Por outro lado, o contrato dá a prefeitura o direito de rejeitar um eventual comprador da rede.
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Embora Phillis tenha poucas informações sobre o número de assinantes da rede, ele se apóia em Conselho Técnico que vem pedindo mudanças, incluindo pontos de acesso adicionais para ampliar a cobertura sem fio. O Conselho inclui representantes da EarthLink, da prefeitura e do Wireless Philadelphia, um grupo de trabalho sem fins lucrativos criado para garantir que pessoas de baixa renda tenham acesso à rede.
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