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Cinco tendências tecnológicas para 2011

Minhas principais conclusões após o recente evento InformationWeek 500 são que a depressão econômica pode não ter passado completamente, mas as pessoas estão trabalhando como se tivesse passado. Eu senti mais entusiasmo durante as reuniões do evento do que senti nos últimos três anos. Os CIOs estão ansiosos, não só em manter seus negócios no jogo, mas em acirrar a competição com os concorrentes.

Não sei dizer quantas vezes ouvi que ?Ninguém nunca diminui seu caminho para o sucesso?. De fato, ninguém está em modo de diminuição, embora os orçamentos das pessoas não estejam, necessariamente, de acordo com suas ambições desenvolvedoras. Talvez seja por isso que as idéias planando no subconsciente coletivo industrial, conforme encerramos 2010, pareçam ter ROI como principal componente. Aqui estão elas, sem ordem específica.

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  • Inovação está de volta. Ok, talvez nunca tenha partido. Mas o que está diferente dessa vez é que algumas empresas estão tentando codificar os processos conforme nutrem inovação. Mais importante do que as idéias, que, sinceramente, não são baratas, é a habilidade de escolher quais conceitos valem investimentos em tempo, dinheiro e compartilhamento de idéias corporativas necessários para colocá-las em produção.

    Liderando esse grupo está a Dell. Durante a IW500, eu conversei com James Stikeleather, Chefe de Inovação, que está trabalhando para estabelecer e disseminar uma metodologia de inovação por toda a empresa. Falarei mais sobre isso em outras colunas.

Saiba mais sobre gestão. Visite o espaço de Luis Guilherme dos Santos, blogueiro do IT Web.

 

  • Dados de negócio são a resposta. (E não importa qual seja a pergunta). Estou sendo superficial, mas apenas para destacar o que talvez seja o maior desafio não reconhecido que todos encaram, desde o pessoal da TI, passando por marketing, até contas.

    Eu costumava dizer que se não é possível medir, não é possível gerenciar. Enquanto tal truísmo ainda é válido, é obsoleto quando se trata do mundo real, moderno e variado. De fato, existe tanto dado que é impossível sequer saber o que descartar para que se possa começar a ter números com sentido. 

    Ai entra virtualização de dados, um campo que costumava ser dominando pelos cientistas de supercomputadores. Hoje, está começando a ressoar com CIOs, que vêem a virtualização como um método útil de entrega de armazenagem de dados para os usuários. Como eu sei disso? Bem, durante o InformationWeek 500, eu assisti à uma palestra sobre com as técnicas de representação de dados podem ser aplicadas às situações de negócios do mundo real.

    É claro que utilidade de mercado, nessa área, vai exigir uma empresa liderando o caminho, algo parecido com o que, digamos, a iRise tem feito em relação a fluxo de processo em software.

  • Taxas de manutenção continuarão causando controvérsia. O custo mais alto para os negócios, depois de pessoal, é com software. São centenas de milhares de dólares gastos com eles.

    Há quase um ano, Bob Evans, o guru da Global CIO, trouxe para o primeiro plano da indústria o assunto dos custos enterrados gastos em nada (ok, em atualização de software e suporte, que você pode ou não usar).

    Durante o InformationWeek 500, eu ouvi que a Rimini Street está desenvolvendo um modelo de negócio baseado no corte das taxas em contratos de manutenção de até 90%. Atualmente, a Oracle e a Rimini estão em batalha judicial. A Oracle está processando a Rimini por roubo de propriedade intelectual e a Rimini está processando de volta; leia o artigo de Bob para mais detalhes (em inglês) Global CIO: Oracle”s Dazzling Profit Machine Threatened By Rimini Suit.

    É um drama legal que vale a pena acompanhar, porque se a Rimini prevalecer, significa que o mercado para suporte de corte de taxas está florescendo. É o enigma da Rimini. Se perder, provavelmente vai fechar. Se vencer, abrirá o mercado para dezenas de competidores.

    Os CIOs que estão torcendo a favor da Rimini, também devem temer, porque optar por manutenção mais barata pode custar seu fornecedor de software primário. A Rimini sugere que talvez você não queira ser forçado a aceitar atualizações de produtos só porque são necessárias para se alinhar ao ciclo de suporte do fornecedor. Eu vou parar por aqui, mas a alteridade é que essa questão será muito importante nos próximos 24 meses.

  • Enterprise 2.0 é uma forma de pensar, além de ser um produto. Eu sou um grande partidário das ferramentas sociais corporativas, mas não tão grande que não possa ver alguns dos problemas relacionados à adoção descontrolada. O maior impedimento para a sobrevivência de E2.0, passada a fase de empolgação é que seus benefícios quantificáveis continuarão obscuros. Talvez isso seja mais verdadeiro quando se trata de seu uso geral ? como uma corrente ativa para tudo que você está fazendo ? do que quando falamos de ferramentas sociais com propósito claro e específico.

    Aqui, o principal exemplo é o que a Salesforce.com tem mostrado possível na área de relacionamento com cliente ao monitorar o Twitter de forma inteligente.

    Durante o InformationWeek 500, eu vi um segundo exemplo interessante, em uma reunião em que a SuccessFactors discutia a aquisição de software de colaboração social do fornecedor CubeTree. A SuccessFactors está integrando as ferramentas da CubeTree em seu software de execução de negócio, que, por sua vez, é uma nova categoria em que a SuccessFactors vem trabalhando para aumentar os uso das ferramentas tradicionais de planejamento de recursos humanos de forma mais estratégica. Portanto, de certa forma, temos um ataque duplo, com duas novas áreas combinadas para potencializar a entrega com mais valor do que simplesmente a soma de dois componentes.

  • A Internet nos deixa chato. Ao me sentar aqui para escrever esse artigo, eu pensei, inicialmente, no novo livro de Nicolas Carr, ?The Shallows?. Eu menciono Carr porque ele falou durante o IW500. Sua palestra se desenrolava com base na tese, não tão descordada, de que multitarefa em excesso no faz incapaz de realizar tarefas que nos tomem mais tempo do que o preparo de um café instantâneo. No entanto, seus argumentos foram envolventes, talvez porque ele os tenha  apimentado com referencias quase acadêmicas ? como a invenção da mídia impressa, blá, blá, blá ? ou talvez porque ele pareça ser um cara legal e ponderado.

Mas por que estou falando isso? Bem, como o infame Imus uma vez disse sobre o rapper Eminem: ?Se nós estamos falando dele, deve ser porque ele já era?. De forma parecida, se todos agora aceitam que o curto período de atenção estimulado pela Internet está tendo efeitos danosos, então talvez estejamos todos prontos para nos afastarmos de nossos Blackberrys por um tempo e pensar um pouco sobre o futuro.

Falando nisso, eu já prevejo mais aceitação  social para a obsessão de checar e-mail durante reuniões; o que não era o caso há um ano. Assim, talvez ainda haja esperança. E, se isso não é uma mensagem para o Google repensar a Busca Instantânea, eu não sei o que é.

Leia mais:

[Especial] Vinte ideias a serem copiadas em TI

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