Grandes mudanças nas principais aplicações de software e nas ferramentas usadas diariamente em ambiente corporativo puderam ser vistas (e sentidas na pele) ao longo do ano de 2015. Algumas dessas novidades chegaram com a promessa de um impacto particularmente duradouro nas estruturas sistêmicas. A seguir, destacamos cinco desses elementos.
A ferramenta corporativa é igual a doméstica
Ficou cada vez mais evidente os impactos da consumerização no universo da tecnologia. As empresas que fabricam sistemas de gestão empresarial (ERP), por exemplo, transformaram a estrutura de suas aplicações, que já são bem diferentes do que se via há dois ou três anos. O objetivo: oferecer uma experiência mais amigável ao usuário.
Atualmente, os softwares buscam responder aos anseios trazidos a partir do movimento de Byod e passam a incorporar elementos de fácil assimilação vistos no mundo do consumidor doméstico. Isso pode ser vistos, inicialmente, em sua responsividade para dispositivos móveis, por exemplo.
Porém, a mudança não acaba aí. As interfaces estão muito mais simples, as funcionalidades de interação social estão mais presentes e a navegação imita pontos familiares a vida pessoal dos colaboradores.
Análise por toda parte
Outro componente onipresente que não estava lá antes é o poder de análise. As capacidades analíticas vêm sendo democratizadas e se alguém ainda não as tiver disponíveis em suas rotinas, saiba que é apenas questão de tempo para que isso aconteça em uma próxima versão da aplicação.
Usuários corporativos, historicamente, tinham que pedir aos departamentos de TI para exportar planilhas com dados estatísticos. Isso mudou dramaticamente no passado recente. As ferramentas analíticas se tornam mais acessíveis aos executivos de todos os departamentos de uma organização, abrindo novas oportunidades e riscos ao negócio.
Explosão de dados
Até os dados mudaram drasticamente e, com a explosão em volume, forçam ainda mais mudanças nas estruturas e arquiteturas dos softwares empresariais. O big data requer uma nova abordagem que ajude a trazer inteligência a partir de todos os registros armazenados. O fluxo de informação, estruturada ou não estruturada, ainda vai impactar consideravelmente o futuro da tecnologia.
Uma rede de coisas
Possivelmente, nada afetará mais os softwares empresariais nos próximos anos do que um termo que ganhou muita força no passado recente. Sim, estamos falando de IoT (Internet das Coisas). As aplicações passarão, cada vez mais, a serem desenvolvidas e preparadas para lidar com um novo (e gigante e contínuo) fluxo de dados que precisarão ser processados.
Máquinas inteligentes
O termo “aprendizado de máquina” aparece mais frequentemente e influencia o universo do software. Esse recurso já começou a ser inserido e a enriquecer ferramentas computacionais nas mais diferentes áreas. A evolução da inteligência artificial deve ganhar uma força descomunal a partir de 2016, com mais e mais fabricantes inserindo esse tipo de recursos em suas soluções.
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