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A ciência por trás da Economia dos Aplicativos

Foi-se o tempo em que as empresas criavam produtos sem consultar seus clientes. Antigamente, com menos ofertas e limitados em tempo e espaço, consumidores ficavam sujeitos à uma pequena lista de fornecedores. Hoje, a transformação digital já permite que o consumidor compre o produto que desejar em qualquer canto do mundo, permitindo inclusive o efeito “cauda longa”, que prova que há demanda para absolutamente toda gama de produtos.

Com a chegada do mobile e adoção massiva desta tecnologia, fizeram-se possíveis os aplicativos fenômenos, que viram sucesso da noite para o dia, tornando as empresas donas o que chamamos de ‘unicórnios’. Parece acaso, mas há muita ciência por trás de sucessos como o Pokémon Go, por exemplo, que conquistou um público mais abrangente do que os assíduos gamers ao oferecer facilidade de acesso e manuseio, e por ter uma base de dados de localização de dar inveja em qualquer GPS.

Há várias técnicas para construir um aplicativo de sucesso e a mais importante delas é entender o consumidor: antes, durante e depois do lançamento. A melhora e iteração tem que ser contínua, já que a disputa pela atenção do usuário é constante e acirrada.

No mundo do Big Data, a competição é brutal. Por meio de ferramentas de Analytics, empresas acabam tendo acesso às mesmas informações. O nome, no entanto, engana: Analytics não fornece a resposta, senão uma indicação de tendências. Para ser bem-sucedido na Economia dos Aplicativos, é necessário ter alto poder de interpretação e disposição para tomar decisões rápidas.

A análise tem um papel importante mesmo nos casos em que a ideia inicial parte de um insight, e não de uma pesquisa. Além disso, por meio de testes gradativos junto ao público desejado, é possível detectar se há adesão ao aplicativo, permitindo às empresas definir se desejam continuar ou não seu desenvolvimento. Este tipo de feedback rápido e contínuo é fundamental para corrigir e melhorar apps.

Outros fatores cada vez mais decisivos para o sucesso de aplicativos são as metodologias ágeis e o processo de Entrega Contínua (DevOps), que possibilitam dividir um único projeto em partes menores, sob constante revisão, atualização e melhoria, mesmo depois de lançado. Desta forma, problemas são isolados mais rapidamente e com menor impacto na experiência de uso, assim como melhorias são desenvolvidas em um prazo cada vez menor. Afinal, foi-se o tempo em que um produto demorava meses ou até anos para receber uma nova versão.

O mundo hoje acontece em tempo real e vive constantes mudanças: uma vez disponibilizado para o mercado, um aplicativo produz uma imensa base de dados, que possibilita mapear o percurso feito pelo usuário, quanto tempo ficou em cada tela e onde posicionou seu dedo, por quanto tempo, etc. Detalhes como acompanhar a evolução dos celulares, cujas telas têm se tornado cada dia maiores, e entender que o alcance dos polegares começa a se limitar até o meio da tela, faz com que o desenvolvedor atento posicione os botões importantes na metade inferior da tela, melhorando a navegabilidade.  Da mesma forma que uma app desenhada para o celular tem que ser repensada para um tablet e, naturalmente, para um smart watch.  Cada dispositivo necessita de um novo design da app para entregar uma experiência excepcional e, com isso, destacar a marca, influenciando no aumento de sua receita.

Já presenciei executivos dizendo que não se conformam por terem investido muito dinheiro em diversas telas de aplicativo para, ao final, perceber que só algumas são, de fato, acessadas. Hoje, só comete este erro quem quiser, pois já é fácil rastrear quais páginas são “quentes” e aperfeiçoar produtos e serviços, melhorando a experiência do usuário.

Há três importantes pilares no desenvolvimento e manutenção de um aplicativo: Código, Design e Infraestrutura. É preciso que todos funcionem bem para atingir a excelência. Com ferramentas de monitoramento de desempenho de Aplicações e Analytics, uma equipe enxuta consegue ter visão total do negócio e focar em proporcionar a melhor experiência, mantendo o usuário na ponta dos dedos e ajudando no crescimento da receita do negócio.

*João Fabio Valentin é vice-presidente de DevOps para CA Technologies na América Latina

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