Cibersegurança

Zero Trust evitaria até US$ 465 bi anuais em perdas com ciberataques no mundo

Um estudo divulgado na semana passada pela empresa de cibersegurança Zscaler, usando dados de perdas cibernéticas do Marsh McLennan Cyber Risk Intelligence Center dos últimos oito anos, estima que as perdas cibernéticas totais poderiam ter potencialmente reduzidas em até 31% se as organizações tivessem implementado plataformas de segurança de “confiança zero”, ou zero trust, no termo em inglês. Isso representa redução projetada de até US$ 465 bilhões em perdas econômicas totais anuais no mundo.

A base de dados proprietária da Marsh McLennan – uma grande corretora com sede em Nova Iorque, nos EUA – reúne registros de sinistros de seguro cibernético.

Segundo a análise, a América do Norte sofreu mais incidentes cibernéticos do que o resto do mundo nos últimos oito anos, quase quatro vezes a quantidade da Europa, por exemplo. No entanto, diz o levantamento, o percentual de ataques que poderiam ter sido potencialmente evitados pela arquitetura zero trust foi maior internacionalmente, com 41% dos eventos europeus.

Veja também: Cibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnação

“A capacidade de quantificar o custo associado à falta de implementação de confiança zero não havia sido investigada anteriormente. O número demonstra o valor e o benefício de tais controles e destaca os potenciais benefícios de uma maior higiene cibernética em todos os setores”, diz em comunicado Scott Stransky, chefe do centro de inteligência da Marsh McLennan.

O relatório indica ainda um aumento nos incidentes relacionados à ransomware, que aumentaram 126% em um único ano, e que também elevou a proporção de eventos que o zero trust poderia ter mitigado globalmente. Empresas com receita anual superior a US$ 1 bilhão são as que mais se beneficiariam da implementação, com 60% dos ataques sendo considerados mitigáveis.

“Este relatório ressalta a importância de reconhecer o Zero Trust como um controle fundamental de segurança cibernética…”, defende Stephen Singh, VP global de fusões e aquisições e risco cibernético da Zscaler. “Com a superfície de ataque externa identificada como um importante preditor de potenciais violações, a adoção do Zero Trust e a eliminação gradual de tecnologias obsoletas e de alto risco, como firewalls e VPNs, demonstram uma redução drástica na exposição ao risco.”

É possível baixar uma versão completa do relatório nesse link.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Recent Posts

CrowdStrike aponta hackers ligados à China como ameaça de espionagem

Grupos de hackers vinculados ao governo chinês representaram a maior ameaça de espionagem cibernética ao…

6 minutos ago

Perplexity prevê abertura de capital em 2028

O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, confirmou à CNBC que a empresa planeja abrir capital…

59 minutos ago

Quanto valem os dados? O ativo estratégico que as empresas ainda não sabem medir

por Bergson Lopes O avanço da inteligência artificial trouxe de volta um tema antigo às…

2 horas ago

Empresas correm atrás da IA agêntica, mas poucas conseguem gerar resultados concretos

A inteligência artificial (IA) agêntica tornou-se uma das prioridades das empresas em 2026, mas a…

3 horas ago

Hub de inovação do IBP, iUP, quer ser funil de inovação para setor de óleo e gás

O ano de 2025 representou um marco para a indústria de óleo e gás do…

3 horas ago

Marvell entra no S&P 500 e reforça protagonismo de fornecedores da infraestrutura de IA

A Marvell Technology passará a integrar o índice S&P 500 a partir de 22 de…

16 horas ago