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Cibercriminosos manipulam aplicativos para orquestrar ataques em smartphones

A Intel Security, identificou por meio do McAfee Labs, conluio entre aplicativos de dispositivos móveis, no qual criminosos cibernéticos manipulam dois ou mais aplicativos para orquestrar ataques a proprietários de smartphones. A McAfee Labs observou esse comportamento em mais de 5056 versões de 21 aplicativos desenvolvidos para oferecer serviços úteis aos usuários, como streaming de vídeo, monitoramento de saúde e planejamento de viagens.

O fato de os usuários não realizarem regularmente as atualizações de software essenciais a esses 21 aplicativos aumenta a possibilidade de versões antigas serem apropriadas para atividades maliciosas.

O McAfee Labs identificou três tipos de ameaça que podem ser resultantes do conluio entre aplicativos de dispositivos móveis:

Roubo de informações: aplicativo com acesso a informações sensíveis ou confidenciais colabora voluntária ou involuntariamente com um ou mais aplicativos, para enviar informações fora dos limites do dispositivo.

Roubo financeiro:  aplicativo envia informações para outro aplicativo, o qual pode executar transações financeiras ou fazer chamadas de API financeiro para alcançar objetivos similares.

Abuso de serviços: aplicativo controla um serviço do sistema e recebe informações ou comandos de um ou mais aplicativos para orquestrar uma variedade de atividades maliciosas.

A conspiração ou conluio entre aplicativos de dispositivos móveis exige pelo menos um aplicativo com permissão para acessar o serviço ou as informações restritas; um aplicativo sem essa permissão, mas com acesso fora do dispositivo e a capacidade de comunicação entre si.

Um dos aplicativos pode colaborar intencional ou não intencionalmente, devido ao vazamento de dados acidental, ou inclusão de uma biblioteca maliciosa, ou kit de desenvolvimento de software malicioso. Esses aplicativos podem utilizar um espaço compartilhado (arquivos que podem ser lidos por todos) para trocar informações sobre privilégios concedidos e para determinar qual deles está posicionado de forma ideal para servir de ponto de entrada para comandos remotos.

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