Com atraso de 15 minutos, o 19º Ciab Febraban começa em São Paulo carregando a bandeira da bancarização. A edição que segue nos próximos três dias assumiu o desafio de debater alternativas que viabilizem a inclusão das camadas mais baixas da população brasileira no sistema financeiro formal.
“Investimentos em tecnologia são mecanismos de inclusão da população no sistema bancário”, comenta Fábio Barbosa, presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). O executivo aponta que a nova fronteira a ser bancarizada não reside apenas em comunidades distantes, mas, também, no contingente de classes C, D e E das periferias das metrópoles.
A Febraban suporta seu discurso de inclusão financeira com o bom momento vivido pela economia nacional. Barbosa acredita que um dos papéis dos bancos está em educar os potenciais consumidores para que esses adquiram uma cultura financeira.
“O acesso das classes de menor renda aos bancos ainda é muito baixo”, concorda Ricardo Vilella Marino, presidente da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban). O executivo cita como um dos entraves à bancarização na região está nas barreiras regulatórias.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também esteve presente na abertura do Ciab. “Os bancos têm uma característica cada vez mais voltada para o campo social”, resumiu o político.
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