A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) está aberta a parcerias com empresas de tecnologia para melhorar a mobilidade urbana. Isso inclui conversas com companhias como Waze e Google (por meio do aplicativo Maps), mas antes a CET tem um pedido: o fim de alertas de blitz policial e radares no Waze.
Segundo João Octaviano Machado Neto, presidente da companhia responsável pela gestão do trânsito da cidade, discussões com Google e Waze estão em andamento e o foco é unir sistemas de inteligência das empresas de tecnologias ao conhecimento sobre a densidades de vias geridas pela CET.
“Estamos em discussões intensas com Google e Waze. Se tem pessoas indo para o mesmo ponto, o Waze vai mandar no mesmo rota e, se não tem trânsito, vai acabar criando. Estou discutindo com o Waze para oferecermos densidade de vias e evitar que elas sejam saturadas. Eles querem dados da prefeitura e em contra-partida pedimos duas coisas: que tirem indicação de radares e das blitzes. essa é a discussão”, afirmou Neto, durante participação no Fórum Mobilidade, evento organizado pelas revistas Quatro Rodas e Superinteressante.
Mobilidade urbana é um tema que desafia gestores públicos a cada dia, sobretudo em grandes cidades, como São Paulo. Na capital paulista, a CET diz estar de olho em novas tecnologias para lever inteligência ao gerenciamento de tráfego. Um projeto é a criação de um sistema de semáforos conectados.
Empresas de tecnologia têm entrado nessa discussão e trazido contribuições para a diminuição do trânsito. Exemplos não faltam: o Waze mostra as melhores rotas, com base no tempo estimado do trânsito; Uber e 99 apostam em “motoristas particulares” e compartilhamento de carros; o último tema também é o foco da Pegcar, marketplace de aluguel de carros entre pessoas. O modelo de negócios da Tembici busca ampliar o uso de bicicletas – um exemplo são as bikes do Itau, usadas em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
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