A adoção do certificado digital é tendência. Trata-se de uma identidade eletrônica para pessoas e empresas, permitindo a realização de trâmites burocráticos como emissão de nota fiscal, assinatura de documentos e transferência bancária.
Um advogado que tem certificado digital não precisa ir ao Fórum, por exemplo, para protocolar uma petição. Pequenas e médias empresas que querem vender para o poder público ou participar de processos licitatórios precisam ter certificado digital ― que garante validade jurídica a todo o processo de tramitação e assinatura de documentos, reduzindo a possibilidade de fraudes.
Com o certificado digital na nuvem ― já lançado no Brasil ― todos os dados de identificação e autenticação dos usuários ficam guardados em servidores na internet, eliminando a necessidade de mídias físicas criptográficas como cartões e tokens.
“O uso de certificados digitais vai aumentar muito ainda. O governo federal tem o projeto do governo eletrônico, e tudo que for possível informatizar nos atendimentos ao público e às empresas será automatizado. E grande parte disso, obviamente, vai exigir certificado digital. A duplicata eletrônica, quando for regulamentada, permitirá emissão e assinatura por meio de certificados digitais”, destaca Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) . “O certificado digital na nuvem traz muitas novidades e oportunidades incríveis, e nós da ACSP estamos sempre atentos a essas mudanças”, enfatizou Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da ACSP.
Até o ano passado, quem tinha certificado digital era obrigado a utilizar um meio físico, sem o qual seria impossível realizar as transações eletrônicas. Se o certificado estivesse armazenado num computador, por exemplo, ele só poderia ser usado nesse mesmo computador. Mesmo que estivesse atrelado a uma mídia móvel (token ou cartão criptográfico), o certificado digital só poderia ser operado se o dono do cartão estivesse com ele no momento. Se por alguma razão o tivesse deixado em casa, teria de voltar para pegá-lo.
“Com o Remote ID, ganha-se muito em mobilidade. O certificado pode ser usado de qualquer lugar, em qualquer dispositivo, a qualquer momento. Ele pode, inclusive, ser acessado simultaneamente em locais diferentes”, explicou Gonçalves.
Além da mobilidade, o modelo de certificação na nuvem garante rastreabilidade, pois deixa registrado todos os acessos feitos a um certificado. E elimina problemas de compatibilidade com sistemas operacionais e navegadores, visto que, na nuvem, o certificado pode ser acessado de qualquer máquina ou dispositivo.
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