A HP está voltando aos eixos. E quando eu digo isso, credito a confiança nas mudanças e decisões assertivas tomadas pela CEO Meg Whitman nos seus quase dois anos no comando da companhia. Entre essas escolhas, não vender a área de computação, consolidar as áreas para diminuir a complexidade de negócios, alinhas expectativas e trabalhar cada vez mais próximo aos parceiros ganham destaque.
Os resultados da companhia ainda não são aqueles dos tempos de vacas gordas, e ainda estão muito atrelados às vendas de computadores. No segundo trimestre fiscal de 2013, encerrado em 30 de abril, a companhia registrou 32% de queda em seus lucros em comparação ao mesmo período do ano passado. Uma vez que as pessoas passam a comprar mais tablets e smartphones, e deixam o computador como segunda ou terceira escolha, as coisas vão apertando.
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Mas a HP está engajada no mercado de tablets, e lançou duas máquinas que têm sido muito bem avaliadas pelo mercado: o ElitePad e o Slate 7, com Windows 8 e Android, respectivamente. E mais está por vir até o final do ano. Suficiente? Talvez não para Wall Street, mas Meg tem tomado decisões coerentes com a atual situação da companhia ? que, mais uma vez, está melhorando.
Neste tempo como CEO, o principal rival da executiva foi a desconfiança. E isso faz toda a diferença se você tem capital aberto. Para solucionar isso, Meg apertou laços com seus parceiros de canal, com direcionamentos mais assertivos quanto a negócios e oportunidades. Para livrar também a dependência dos negócios de computadores, a companhia inaugurou uma série de iniciativas, como o Enteprise Cloud Services ou a nova linha de servidores Moonshot que, segundo a HP, economiza 89% de energia, ocupa 80% menos espaço e custa 77% menos que os servidores anteriores. Para provar a eficiência, a companhia colocou seu portal hp.com para rodar nos novos Moonshots – são 3 milhões de acessos diariamente.
E o mercado corporativo tem se tornado cada vez mais foco da companhia. Não que as compras dos usuários finais não sejam importantes, claro. Mas o atual momento do mercado em meio aos desafios de big data, cloud computing e análises de dados tem se encaixado como uma luva nas projeções da HP. E Meg tem feito sua parte para cuidar dos clientes
?O mundo que vivemos está mudando. E juntos, como parceiros, estamos gerindo mais dados e complexidade hoje que em qualquer momento do passado. São oportunidades nunca antes vistas pela indústria?, disse ela durante a abertura do Discover 2013, principal evento da companhia para clientes que acontece em Las Vegas.
A CEO, aliás, fez um discurso absolutamente voltado a parcerias e necessidades dos clientes, frisando o quanto acredita que a companhia possa atender a todos os pontos que têm sido levantados como desafios no mercado. ?Precisamos continuar a construir soluções que resolvam seus problemas e desenvolvem seus negócios. Vivemos um momento de consolidação e mudança?, afirma a executiva.
Há muito que ser feito? Certamente. E mesmo quando as coisas começarem a ver os números no azul, muitas coisas necessitaram ser feitas. Manter a empresa no rumo é a parte mais difícil do processo de reestruturação e crescimento. Meg pontuou isso em seu discurso: ?Melhoramos nossa performance financeira e estabilizamos nosso negócio. Temos mais trabalho para fazer, mas temos feito progresso.?
Coisas antes esperadas – mas que na história recente haviam desaparecido – voltaram à tona com a CEO. Entre elas estão os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo Meg, quando se faz uma parceria, espera-se que o parceiro esteja lá amanhã e no dia após amanhã. Por isso a companhia não pode parar de criar, diz.
Todas essas conversas e direcionamentos culminaram na fala que mais marcou o discurso da executiva no Discover 2013. ?Acredite em mim: a Hewlett-Packard está aqui para ficar?. ?Queremos ser o melhor parceiro de TI para vocês. Cada investimento e movimento que fizemos mira este objetivo?, afirma a CEO da HP.
No final, a executiva fez um pedido: ?Nos desafie?. ?Traga seus problemas e seus quebra cabeças insolúveis. Juntos faremos coisas incríveis. Vamos provar nosso valor e ganhar sua confiança. Estamos aqui para construir a melhora empresa junto com você?, ressalta.
Até onde vão as capacidades de gestão de Meg Whitman apenas as decisões futuras dirão. Até agora, a executiva tem apagado o fogo das desconfianças e investindo em construir um ambiente sólido. Os canais têm se mostrado feliz com as medidas da executiva, mas também esperam que o muito que se tem a fazer seja rapidamente observado e trabalhado. Os primeiro passos, que até então têm definido a administração de Meg, soam bem para os clientes, parceiros e mercado até então.
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