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CEO da BlackBerry: a Apple está ficando velha

Thorsten Hein continua fazendo seu papel de líder de torcida para o BlackBerry10, o Z10 e para o renascimento da companhia. Em seu discurso no Australian Financial Review, o CEO da BlackBerry teve muito a dizer sobre a indústria dos smartphones, os competidores de sua companhia e sobre seus planos para colocar a empresa nos trilhos.

É fácil bater na concorrência, e Heins teceu alguns comentários para a Apple, a empresa que tem grande parte na derrocada do domínio da BlackBerry nas companhias. ?A Apple fez um trabalho fantástico em trazer dispositivos de toque para o mercado … Eles fizeram um trabalho fantástico com a interface do usuário, eles são um ícone do design. Há uma razão pela qual eles foram tão bem sucedidas, e nós realmente temos que admitir isso e respeitar”, disse Heins. “A história se repete mais uma vez, eu acho … a taxa de inovação é tão elevada em nossa indústria que se você não inovar, pode ser substituído rapidamente. A interface de usuário do iPhone, com o devido respeito a tudo que essa invenção significa, está defasada em cinco anos. ”

Heins certamente não está errado. A aparência básica e o comportamento do iOS não mudou desde seu lançamento em 2007. O sistema operacional sofreu adições no passar do tempo, mas não houve uma mudança dramática em como ele opera e funciona. A Apple começou a tomar conta de sua suposta falta de inovação em relação ao iPhone e iOS, e os comentários Heins exemplificam as conversas recentes na indústria.

O CEO da BlackBerry está confiante do lançamento do BlackBerry 10 nos Estados Unidos. O Z10 chega às lojas da AT&T no dia 22 de março e na Verizon no dia 28 do mesmo mês. Heins afirma que a companhia está próxima aos 100 mil aplicativos na BlackBerry World. Algumas marcas de grife, como o Instagram, continuam a se abster, mas o CEO afirma que continua a negociar com os desenvolvedores para conquistar essas aplicações em sua plataforma.

O lançamento nos Estados Unidos é crucial, e a empresa está trabalhando duro para assegurar que seu novo sistema operacional ganhe terreno. E é por isso que a companhia provavelmente não volte a ser rasa no mercado de tablets. “Eu não gostaria de fazê-lo da mesma forma, se eu fizer algo em questões de tablets. Eu quero que ele seja realmente substancial e significativo?, disse Heins. ?E, francamente, isso teria de ser rentável também.”

O tablet BlackBerry PlayBook foi um fracasso espetacular. A Blackberry foi forçada a dar descontos de até 60%, a fim de vender o montante da produção inicial. A companhia foi infame em enviá-lo para o mercado sem aplicativos de negócios críticos, como e-mail, contatos e calendário. Esses recursos foram adicionados meses depois, através de uma atualização do sistema.

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