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Casos de violação de dados saltam 125% durante pandemia

Os casos de notificação de violação de dados para setores que experimentaram cinco ou mais violações saltaram 125% de 2019 para 2020. Esses dados fazem parte da pesquisa “Perspectiva de Violação de Dados de 2021”, realizada pela Kroll, que reforça um crescimento nos ataques de dados durante a pandemia, uma tendência que continua durante a recuperação do país.

Segundo o Walmir Freitas, Associate Managing Director em Cyber Risk na Kroll, há quatro tendências que contribuíram decisivamente para o aumento. São elas: a mudança para o trabalho remoto, a evolução do ransomware em esquemas de extorsão de dados, o impacto crescente dos ataques à cadeia de suprimentos e a combinação de regulamentações de privacidade mais rígidos com maior consciência dos direitos de privacidade.

Realizado com base em mais de mil casos avaliados pela Kroll, o mapeamento examinou as causas do aumento em situações de notificação de violação de dados globalmente. Os setores de alimentos e bebidas, serviços públicos, construção, entretenimento, agricultura e entretenimento foram alvo da análise.

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Os setores de alimentos e bebidas lideram o aumento nas violações de dados, com evolução de 1.300% no número de ataques no período. O cenário crítico, contudo, expõe até mesmo os setores que nunca foram alvos de ataques cibernéticos.

“No Brasil, a maioria das violações de dados decorreu de incidentes multi jurisdicionais, incluindo os causados por roubo de dados médicos e informações financeiras sensíveis principalmente como resultado de ataques de ransomware”. Mesmo que os ataques muitas vezes tenham como alvo redes fora do país, o roubo acaba incluindo dados de cidadãos brasileiros, o que demanda tratamento adequado.

Assim, a pesquisa analisa que o fator humano continua sendo um alvo crítico para os atacantes. “Investimentos em treinamento e conscientização de colaboradores devem ser impulsionados, especialmente devido ao aumento de sua exposição alavancado pela adoção massiva ao trabalho remoto e adoção a redes e mídias sociais”, conclui o especialista.

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