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Carro conectado pode trazer mais segurança

Imagine você dirigindo em uma rodovia com o tráfego livre e, de repente, um carro à sua frente aciona o freio bruscamente. Adicione a este cenário a possibilidade de estar distraído por qualquer motivo que seja – conversando com algum passageiro, com a paisagem, com alguma notícia no rádio ou mesmo falando ao celular. A chance de você não desviar ou mesmo não frear em tempo hábil é muito grande. Na realidade pintada pela Cisco, entretanto, isso não aconteceria.

Dentro do conceito de internet de todas as coisas, onde uma sociedade ultraconectada seria senso comum, os carros se comunicariam entre eles, além de trocar informações com pessoas, via diversos dispositivos, e também com a infraestrutura urbana. No caso da cena descrita no primeiro parágrafo, um acidente poderia ser evitado pelo simples fato de uma comunicação M2M, onde o carro da frente enviaria aos anteriores um sinal de parada brusca. Ao gerar o alerta, o próprio carro daria um sinal ao motorista que teria a possibilidade de agir em tempo.

Mas existem outras possibilidade com esse carro conectado. A troca de informações entre o veículo e a infraestrutura urbana daria maior precisão ao motorista em relação às paradas nos semáforos, já que o carro teria a informação de quanto tempo levaria para abrir ou fechar. Seria possível um melhor controle do trânsito e levando isso para o transporte público. Serviria, também, para melhor traçar rotas e paradas.

O conceito da Cisco consiste no uso do protocolo DSRC para troca de informações e existe toda uma infraestrutura para isso: a rede móvel de uma operadora, a nuvem da Cisco e toda uma camada de aplicações dentro do próprio automóvel. Eles garantem que toda troca de dados é segura, já que tudo é criptografado. Na simulação havia inclusive gerenciamento do uso da banda, por exemplo: se o usuário começa a baixar um arquivo ou mesmo fazer upload, o sistema de gestão direciona a maior parte da banda para tal função em detrimento dos demais aplicativos que podem demandar banda.

Embora toda essa realidade pareça distante, é preciso lembrar que muitos carros hoje já podem ser considerados conectados. Eles possuem interface para parear agenda com smartphones, trazem sistemas de GPS sofisticados e, mesmo no Brasil, existe uma regulamentação que consistirá em equipar os veículos com chip para fins de fiscalização. Claro que toda a sofisticação do protótipo da Cisco requer toda uma infraestrutura específica, mas que algumas cidades, ao poucos, começam a investir na área.

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