Categories: Notícias

Carro autônomo da Tesla que se envolveu em acidente não tinha defeito

Oito meses depois de um acidente fatal envolvendo um carro Tesla Motors operando em um modo assistido por computador, reguladores federais de autosegurança dos Estados Unidos disseram que a investigação do caso não encontrou defeitos no sistema que causou o acidente e afirmou que os veículos habilitados para Autopilot de Tesla não precisam de recall.

A investigação foi provocada pelo acidente que matou Joshua Brown, 40 anos, de Ohio, nos Estados Unidos. Seu modelo Tesla S 2015 operava sob seu sistema de piloto automático em uma estrada no estado da Florida quando bateu em um trator-reboque que cruzava a estrada bem em frente ao seu carro.

O resultado é uma grande vitória para a Tesla e seu principal executivo, Elon Musk, que tem promovido com força a proeza tecnológica do carro e sua capacidade de prevenir acidentes. O acidente em 7 de maio de 2016 atraiu atenção generalizada e ameaçou desviar o crescimento da empresa em direção a veículos autônomos.

Os reguladores advertiram, no entanto, que os sistemas avançados da assistência de condução nos veículos Tesla poderiam ser confiados para reagir corretamente em somente algumas situações em estradas. Eles adicionaram, ainda, que todos os fabricantes de automóveis precisam ser claros sobre como os sistemas devem ser usados. Quase todas as grandes montadoras estão buscando tecnologias semelhantes.

“Nem todos os sistemas podem fazer todas as coisas”, disse Bryan Thomas, porta-voz da National Highway Traffic Safety Administration, agência que investigou o carro envolvido no acidente de maio. “Existem cenários de condução que sistemas de freio de emergência automática não são projetados para resolver.”

“O software de autocondução da Tesla, conhecido como Autopilot, provou estar apto para impedir carros Tesla de se chocar com outros veículos, mas situações que envolvem cruzamento – como era o caso investigo – estão além das capacidades de desempenho do sistema”, disse Thomas.

Lançado em outubro de 2015, o Autopilot usa radar e câmeras para varrer a estrada para identificar obstáculos e outros veículos, e pode frear, acelerar e até mesmo passar outros veículos automaticamente. Ele rastreia linhas em rodovias para ficar dentro de pistas.

Na época, a Tesla disse que sua câmera não conseguiu reconhecer o caminhão branco contra um céu brilhante. Mas a agência encontrou que Brown não estava prestando atenção à estrada. O sistema, então, determinou que ele estabelecesse o controle do carro em 74 milhas por hora cerca de dois minutos antes do acidente, e ele deveria ter tido pelo menos sete segundos para notar o caminhão antes de bater nele.

Recent Posts

Google e Monashees criam fundo para startups de IA no Brasil

O Google e a gestora de venture capital Monashees anunciaram nesta semana, durante o evento…

3 minutos ago

Web Summit Rio 2026: aquisição, GPUs fracionadas e meta de capacitar 3 milhões em IA marcam a semana

O Web Summit Rio 2026, realizado entre os dias 8 e 11 de junho no…

1 hora ago

Skyone lança agentes de IA prontos para operar após identificar que clientes travavam na adoção

A Skyone anunciou na noite de quarta-feira, 10 de junho, o lançamento da Vertical AI,…

2 horas ago

Reckitt anuncia Humberto Moisés como novo diretor de TI&D para a América Latina

Nesta quarta-feira, 10 de junho, Humberto Moisés anunciou que assumiu o cargo de diretor de…

2 horas ago

Segurança de software na era da IA: o programador no centro da crise

por Carlos Cabral A antiga chefe de segurança cibernética do governo Obama, Jen Easterly, tem…

3 horas ago

Oracle supera projeções no trimestre, mas ações recuam com plano de captar mais US$ 40 bilhões para expansão em IA

A Oracle divulgou na última quarta-feira, 10, resultados acima das expectativas para o quarto trimestre…

4 horas ago