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Carnevali Jr. deixa Cisco

Carlos Carnevali Jr. anunciou que está deixando a Cisco. O executivo afirma que está “concentrado em novos desafios profissionais” e se diz altamente motivado para avançar na carreira. Veja nota oficial.

O executivo atuou em várias áreas da Cisco no Brasil e América Latina, tendo sido um dos responsáveis pela nova estratégia da multinacional para o segmento financeiro no Brasil nos últimos anos.

Carlos Carnevali Jr. também esteve à frente do grupo de novos negócios para o segmento telco na América Latina e integrou a organização de global accounts da Cisco como responsável pela estratégia da companhia junto aos clientes globais na região, antes de assumir a direção da vertical finanças, em meados de 2005.

A carta de rescisão do seu contrato de trabalho foi entregue por  Carlos Carnevali Jr. à direção da Cisco ao final de dezembro último. O executivo foi afastado de suas atividades depois de ser apontado como um dos envolvidos na Operação Persona da Polícia Federal, que investiga irregularidades no processo de importação para o Brasil de produtos da multinacional Cisco Systems.

Carlos Carnevali, pai de Carnevali Jr., também foi envolvido no caso, acusado de integrar o quadro societário da Mude, distribuidora que está no centro do esquema de subfaturamento de importações investigado pela Polícia Federal há cerca de dois anos e que resultou na Operação Persona, deflagrada no dia 16 de outubro de 2007.

O executivo, que fundou a subsidiária no País e ocupou os cargos de presidente e de vice-presidente para as operações na América Latina, foi demitido em novembro do ano passado, enquanto estava em custódia.

O vice-presidente sênior da Cisco, Howard Charney, afirmou em entrevista ao Reseller Web que a participação de funcionários da Cisco em outras empresas é permitida pelo código de conduta de negócios da companhia, desde que não haja conflito de interesses.

Em dezembro, Carnevali, em nota oficial, afirmou que as acusações seriam inverídicas e que todas as ações tomadas durante o período de 13 anos em que trabalhou na empresa estavam em conformidade com as exigências da matriz, nos Estados Unidos, sendo que nenhuma prática haveria ocorrido “sem o total conhecimento, aprovação e controle da matriz da Cisco nos Estados Unidos – visto que toda e qualquer operação comercial, contratação, acordo de parceiros, política de canais, concessão de crédito e determinação de níveis de desconto seguem um rigoroso processo de aprovação interna e que não se subordina diretamente às estruturas e operações de cada país”.

Acompanhe aqui os desdobramentos da Operação Persona.

 

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