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Car-hacking: complicações que a internet das coisas pode trazer à segurança

Recentemente, pesquisadores em segurança conseguiram invadir o sistema de bordo de um Jeep e acionaram remotamente o ar-condicionado, o rádio e o limpador do para-brisas. Esse é apenas um exemplo de complicações que a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) pode trazer para carros – e diversos outros produtos – que estão cada vez mais conectados.

Outro exemplo? Pouco mais de 30 dólares. Isso é o que gasta um criminoso em Londres que deseja roubar um – ou vários – carros na cidade, segundo uma reportagem da Bloomberg. Esse é o preço que ele paga para adquirir chaves eletrônicas clonadas pela internet as quais abrem portas de alguns modelos de carros como os das marcas Audi, Mercedes, BMW, Land Rover.

O cibercrime de automóveis é lucrativo e crescente. De acordo com a polícia de Londres, cerca de 6 mil veículos, entre carros e vans, foram roubados com esse truque da chave clonada, ou 42% de todos os roubos de veículos registrados no ano.

Na teoria, essas mesmas chaves são extremamente seguras, porque só permitem que o carro abra quando é enviado um sinal único ao sistema – sinal esse que está sendo copiado por especialistas.

O GPS de carros autônomos também representa um ponto a ser observado, e algo que terá de receber camadas de proteção. Isso porque, o sinal recebido via satélite pode ser interceptado por criminosos, modificado, e causar muita confusão.

Em entrevista à publicação, Tim Watson, diretor do Centro de Segurança Cibernética da Universidade de Warwick, afirma que crackers poderiam se divertir causando engarrafamentos na cidade, enquanto criminosos podem assumir o comando do carro autônomo ao ponto de levar uma pessoa a uma emboscada ou sequestro.

E sim, esse método de ataque via GPS já foi testado. Pesquisadores de segurança da Universidade do Texas conseguiram invadir o sistema de um super-yacht e modificam a rota programada sem que ninguém desconfiasse.

As possibilidades são infinitas – tanto para o bem quanto para o mal. Resta às empresas investir em camadas de segurança para manter seus produtos e as pessoas seguras.

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