Canais tradicionais ou novos: qual deles eleger para a comunicação interna?

Executivas da alta liderança das áreas de marketing e RH das gigantes ArcelorMittal, Grupo Boticário e Stefanini participaram no painel “O poder dos vídeos na comunicação corporativa”, organizado pela Sambatech no evento Case 2018, evento latino-americano voltado para o segmento de startups, organizado pelo ABStartups.

No espaço, as executivas conversaram sobre as estratégias usadas em cada empresa para se comunicar com os colaboradores, além de como os recursos em vídeo fortaleceram sua estratégia de comunicação interna, facilitaram o treinamento dos colaboradores etc. Também mencionaram alguns desafios que ainda têm pela frente no assunto, levando em conta que cada uma atua em um segmento.

Questão é assertividade

Conforme o depoimento de Paula Harraca, diretora de RH da ArcelorMittal, a comunicação na empresa é unilateral. Seja por meio da plataforma interna de interação, alguns canais tradicionais nas fábricas, reuniões presenciais e outros recursos que facilitam a interação de todos os membros, independentemente da sua localização geográfica ou idade, já que a ArcelorMittal tem uma particularidade: consegue reunir três gerações diferentes.

Para o Boticário, o panorama não é muito diferente. A empresa conta com uma rede espalhada de colaboradores no País inteiro. Isso obrigada a companhia a usar a rede interna como principal recurso de comunicação entre os colaboradores. Segundo Mariana Scalzo, gerente de comunicação corporativa do grupo, o fundamental é a naturalidade da comunicação e usar o conteúdo como meio para criar proximidade com o colaborador, mesmo que por canais modernos ou tradicionais.

Já para Stefanini, a comunicação é mais evoluída por conta do segmento da empresa e seu crescimento nos últimos anos. A companhia de serviços de TI registrou expansão e já conta com presença em 41 países. Nesse sentido, usa canais que consigam atingir todos os colaboradores como vídeos para os treinamentos dos colaboradores e mídias sociais internas. Na visão da Cintia Bortotto, diretora Latam de RH da empresa, a comunicação precisa ser omnichannel.

Para as três executivas, cada colaborador é estimulado de forma diferente, obrigando-as a usar diferentes canais, recursos tanto tecnológicos como tradicionais. Ao final do dia, o que conta é conseguir aproximar-se do colaborador e criar vínculo com ele.

Vídeo: sim ou não?

Definitivamente sim, conforme apontaram as três executivas, seja para treinamento, interação com os outros membros da equipe ou troca de informações institucionais. O vídeo, relataram, é um recurso que facilita a criação de proximidade com os colaboradores, assim como a compreensão da mensagem repassada, especialmente nos lugares mais afastados.

Adicionalmente, os vídeos tornam-se uma ferramenta de integração ao permitir aos colaboradores elaborarem suas versões, seja para explicar um procedimento, compartilhar uma notícia ou gerar ideias à equipe, disse Paula, da ArcelorMittal.

Então, quem ganha a batalha?

Certamente, não há uma bala de prata. Pelo contrário, os canais se complementam, dependendo do ambiente e do acesso à tecnologia. Na opinião das participantes, os ganhadores são a claridade e a transparência, já que toda comunicação corporativa deve almejar o cumprimento desses valores, uma vez que qualquer segredo pode ser descoberto, por conta da internet e a constante sobre produção de informação.

Outra preocupação para a comunicação corporativa deve ser a empatia. Ou seja, ela deve ser envolvente. Esse ponto será determinante para o engajamento, uma vez que se o conteúdo não cria um vínculo, passa a ser pouco relevante.

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