Por 180 milhões de dólares, a Extreme Networks abocanhou a Enterasys Networks na última semana. Embora a transação ainda esteja para ser aprovada pelos órgãos governamentais nos Estados Unidos, as companhias já começam a trabalhar para colocar a casa em ordem para o processo de fusão, conta Carlos Perea, vice-presidente de vendas da Extreme Networks para a América Latina.
As expectativas em torno da união dos times e das tecnologias são altas, disse o executivo, que acredita que os clientes e parceiros de ambas companhias irão obter grande retorno para seus negócios conforme ambas empresas migrem para um ambiente. Porém, momentaneamente, as empresas continuam a operar como concorrentes. Até o final do ano o cenário deve ser diferente.
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Quanto ao desafio de unir os parceiros na região e trabalhar com seus clientes, Perea afirma que não há o que temer. Mais de 90% das vendas globais da Extreme são via canais e, na região, a operação só roda devido aos parceiros. ?Eles podem esperar alto comprometimento para negócios. Com a chegada da Enterasys, o sucesso será muito maior?, afirma.
Ele diz conhecer a fidelidade dos canais da ainda concorrente na América Latina e sabe do potencial de atuação da Enterasys dentro de grandes empresas ? e espera contar com esse relacionamento estreito em breve. Da mesma forma, diz, a Extreme está com uma estratégia bem agressiva em mercados como Brasil, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. ?Sem dúvida, a integração vai trazer à região um posicionamento muito mais assertivo e forte?, exalta.
Fazendo um balanço dos resultados da Extreme Networks na região, o VP mostra-se muito contente com o crescimento de dois dígitos conquistado nos últimos dois anos. ?Fizemos uma mudança grande, principalmente no Brasil. Temos um time experiente trabalhando na América Latina. E isso tem trazido bons negócios?, destaca. Negócios com governo, universidades e em data centers têm direcionado os números da marca na região.
SDN
Com a chegada da tecnologia da Enterasys Networks, Perea vê um potencial de alcance muito maior em relação a novos negócios, principalmente ao que tange redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês), pois ambas organizações têm ?trabalhado forte para ampliar a inteligência de suas soluções, focando transferir esse conhecimento para soluções robustas?.
Especificamente dentro dos centros de dados há um ?Q? especial para Perea. Embora reconheça que a maturidade para SDN em data centers na região seja diferente da apresentada nos Estados Unidos, o executivo acredita no salto tecnológico de forma ordenada, ou seja, que os próximos anos serão de investimentos contínuos em sistemas e infraestruturas como estes para impulsionar TI em toda América Latina. ?O mercado de data center está sendo muito mais desenvolvido no Brasil que em algumas áreas de Europa e EUA?, exemplifica.
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