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Camisaria Colombo investe R$ 1,7 milhão em iPads em lojas

O maior desafio de administrar uma empresa de varejo é a capilaridade das diversas filiais. No caso da Camisaria Colombo, são lojas em 170 municípios em todos os estados do Brasil, o que torna extremamente difícil o treinamento das equipes de venda e a unificação em torno de uma única cultura corporativa.

Para resolver estes pontos, a companhia investiu R$ 1,7 milhão na aquisição de 800 iPads 2, dois equipamentos por loja, que servirão de base para treinamentos, exibição de catálogos de produtos e acesso a informações da empresa – intranet, comunicação interna, entre outros. O projeto, que começou a ser negociado em outubro do ano passado, foi desenvolvido pela IBM e financiado pelo Banco IBM. O contrato com a Camisaria Colombo é o primeiro da parceria entre a empresa de soluções de TI e a fabricante de hardware para comercialização de dispositivos móveis e soluções de tecnologia para clientes corporativos.

O projeto faz parte de diversas novas melhorias que a varejista está incorporando em suas operações. A gestão dos aparelhos será feita remotamente, pela IBM, em um contrato de prestação de serviços – o tablet é entregue pronto para uso corporativo, com as aplicações corporativas instaladas e outros recursos bloqueados, para evitar o uso indevido dos dispositivos. “Também coincidiu com a implantação de rede wifi nas lojas, que até então não tínhamos, e vamos centralizar as informações enviadas por cada uma das lojas”, explica o diretor de infraestrutura e TI da Camsiaria Colombo, Mauricio Miwa.

O executivo estima que até o fim do ano o investimento será retornado para a companhia. A expectativa é concluir a distribuição dos iPads já no primeiro semestre deste ano. “Em um ano o projeto será pago.

Integração e unificação

A unificação das informações recebidas por cada loja será realizada pela camada do Fluig, solução da Totvs para serviços de TI. Em cima dela, a Camisaria Colombo terá maior controle sobre datas festivas locais, operações, estoque, dentre outros recursos.

Miwa ressalta também que, embora seja um desejo que os aparelhos pudessem aprimorar ainda mais a experiência de um cliente na loja e realizar também os pagamentos, a legislação brasileira impede isso de acontecer. Devido à categoria na qual o negócio se encaixa, bem como dados financeiros, é necessária uma impressora homologada e lacrada para emissão de cupons fiscais. “É um sonho. O projeto irá se expandir, vamos criar em cima dele, mas isso [pagamentos] ainda está muito longe de acontecer”, conclui o executivo.

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