Em um momento em que o público brasileiro começa a aderir às carteiras digitais e concorrentes de peso surgem ou se consolidam, o PicPay, fundado em 2012, está com uma estratégia agressiva de crescimento garantir participação de mercado.
Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da PicPay, Gueitiro Genso, comentou sobre os números recentes da companhia: nos últimos três meses, a quantidade de novos usuários representou 20% de toda a sua base, que atualmente está em 12 milhões de contas. Internamente, o time é composto por 700 funcionários — que, se os planos de expansão correrem como planejado, se tornarão 1.500 até o final de 2020.
A partir do ano que vem, o Banco Central deve implementar as primeiras configurações do open banking, sistema que tornará instantâneas transações bancárias como transferências e pagamentos, que atualmente estão sujeitos aos horários de instituições bancárias. Com essas mudanças, o mercado estima que mais fintechs irão surgir e que a população começará a adotar em maior escala meios de pagamento digitais.
E já existem movimentos que indicam essa direção, com a compra feita pelo Carrefour da fintech de serviços digitais Ewally e a criação de carteiras de pagamento como Ame (das lojas Americanas) e Mercado Pago (do Mercado Livre).
Para Genso, o PicPay está concentrado todos os seus esforços em crescer agora para ter sua posição já consolidada no futuro. “Daqui a uma década, vão ficar uns 5 ou 6 players que conseguirem oferecer valor para os clientes e nós pretendemos ficar com uns 25% do mercado”, afirmou, em entrevista para a agência de notícias.
Além funcionar como uma e-wallet, o PicPay está agregando serviços de marketplace e chargeback, que podem funcionar como incentivo de fidelização e diversificação de fonte de renda. Para crescer e se manter no azul, as lideranças da marca estariam em conversas para trazer novos sócios para o negócio.
A PicPay tem como controladora a J&F, conglomerado que também possui a JBS e do Banco Original. De acordo com o presidente, não há conflito de interesses entre as instituições financeiras porque o seu produto mira no público desbancarizado, estimado em 30 milhões de brasileiros. “No nosso caso, a sobreposição em relação ao Banco Original é de cerca de 3%”.
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