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Busca por fala e linguagem desafia Google, reconhece vice-presidente

Enquanto o Google pretende ampliar a capacidade da busca para responder a perguntas cada vez mais difíceis com base em informações de contexto, vários obstáculos importantes ainda estão em seu caminho.

O Knowledge Graph, um recurso projetado para colocar as buscas dos usuários no contexto e entregar resultados sob medida, assim como compreensão de fala, linguagem e conversa naturais, são os quatro maiores desafios tecnológicos que a empresa enfrenta hoje, disse Amit Singhal, vice-presidente sênior de busca do Google. “Nenhum destes problemas estão resolvidos”, disse durante uma sessão de perguntas e respostas no South by Southwest Interactive, em Austin, no Texas.

Não é de estranhar que Singhal identifique essas quatro áreas da busca como as que mais necessitam de melhoria – elas compreendem a espinha dorsal dos esforços ambiciosos da empresa para ativar a busca do Google em um computador “Star Trek”.

Esse objetivo, Singhal explicou, é fazer da busca do Google uma plataforma multi-modalidade capaz de entregar resultados de busca independentemente de como as pessoas fazem suas pesquisas, ou mesmo quando elas não fazem. Por exemplo, enquanto as pessoas podem crescer acostumadas a fazer sua busca de formas diferentes – por meio do toque, voz ou texto – muitas vezes a situação na qual a pessoa se encontra determina como ela irá pesquisar, Singhal disse, e o Google precisa ser capaz de se adaptar adequadamente.

Os telefones celulares, por exemplo, fornecem uma interface mais natural para a voz – em oposição às pesquisas de texto – mas se uma pessoa está em uma sala de aula, fazer uma busca por meio da voz, nesse contexto, não é o caminho a seguir, disse ele.

É um conceito que já está acontecendo com o Google Now, um aplicativo móvel para Android projetado para dar às pessoas informações personalizadas sobre diversos temas sem elas terem pedido por isso. A empresa também está desenvolvendo o Google Glass, um dispositivo feito para dar às pessoas informações em tempo real ao longo do dia.

“Estamos projetando busca por toda parte”, disse Singhal. Enquanto isso, ele se manteve basicamente calado em resposta a perguntas sobre se a Busca Social do Facebook, que é projetada para permitir que os usuários façam mais perguntas sobre o site ligado à sua rede de amigos, teve implicações com qualquer um dos objetivos de pesquisa do Google.”O tempo dirá se as pessoas precisam desse tipo de busca”, disse ele.

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