Brasileiro é o povo mais aberto à adoção de IoT, mostra estudo

A infraestrutura brasileira de telecomunicações ainda está longe de ser comparada às potências mundiais. Ranking recentemente divulgado pela SpeedTest, por exemplo, mostra um cenário ainda preocupante para o Brasil: o País aparece apenas na 76ª colocação (de 122 países) em velocidade da internet móvel e na 72ª na medição de internet fixa (133 países listados).

Mas o Brasil tem se mostrado muito receptivo à adoção de novas tecnologias. Pelo menos é o que mostra estudo da Worldpay, fornecedora de soluções de pagamento, que mostra a percepção de diversos povos sobre a internet das coisas (IoT). A pesquisa aponta que os brasileiros são os mais propensos a usar novas tecnologias e acreditam que esse processo é parte da evolução de como as empresas e o público se relacionam. Além disso, 81% dos pesquisados afirmaram que se sentiriam confortáveis em usar a tecnologia – número superior a outros países abordados, como Austrália, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e EUA.

O Reino Unido, um dos países mais preparados do mundo para a aplicação do IoT, curiosamente ocupa a última posição da lista. O motivo: somente 23% das pessoas gostariam de contar com um dispositivo conectado para fazer pedidos de produtos em nome deles sem necessidade de pedir permissão. Demonstração de maior preocupação com a segurança no ambiente digital?

A pesquisa foi conduzida pelo instituto de pesquisa Opinium em junho de 2017 e entrevistou 20 mil consumidores na Austrália, Brasil, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, EUA e Reino Unido. No Brasil, 2.014 pessoas foram entrevistadas.

Praticidade

O levantamento mostra que os brasileiros acreditam que a IoT será responsável por tornar o cotidiano mais fácil e prático. Apenas 43% dos pesquisados disseram que fariam questão de aprovar cada compra antes de o pedido ser feito pelo dispositivo. Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro tem algumas restrições na maneira como gastam seu dinheiro, com 78% optando por manter o controle de seus orçamentos e desejando receber uma notificação antes do processo de compra ser concluído.

Juan D’Antiochia, gerente geral da Worldpay para a América Latina, afirma que não importa se uma tarefa é executada por um humano ou por uma máquina, mas sim que os consumidores estejam no controle da delegação dos pagamentos e das atividades. “A nossa pesquisa também indicou que o consumidor quer ter controle e ser informado sobre cada compra e atividade realizada pelo dispositivo, seja por meio de uma notificação no display, de um clique de botão ou a partir de uma regra pré-estabelecida, como um limite de gastos que seja acordado com antecedência, por exemplo”, comenta.

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