A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou relatório que trata do desenvolvimento de telecomunicação e tecnologia da informação (TIC) em 159 países. A organização também elaborou uma lista com as tarifas praticadas em banda larga, telefonia fixa e celular. O Brasil ficou mal posicionado nos dois rankings.
No que diz respeito ao desenvolvimento de TIC, o País recebeu conceito 3,81, em uma escala que vai de 1 a 10. A nota é bem inferior quando comparada aos países desenvolvidos, em especial à Suécia, que lidera a lista com 7,85. O conceito brasileiro coloca o País atrás de vizinhos como Chile e Argentina e até de Trinidad e Tobago e São Vicente e Granadinas, no Caribe.
De acordo com a UIT, ao final de 2009, por volta de 4,6 bilhões de celulares estavam habilitados, com índice de teledensidade de 67 linhas para cada grupo de 100 habitantes. O crescimento pode ter estimulado a queda nos preços dos serviços que, no caso da telefonia móvel, recuou 25%. Mas o campeão de queda de preço foi a banda larga fixa: 43%.
Ainda assim, países em desenvolvimento têm pagado alto para ter as vantagens das conexões móveis e de internet rápida. Nos países ricos, o custo da banda larga fixa fica em média US$ 28 por pessoa, enquanto nas nações em desenvolvimento esse valor salta para US$ 190.
No Brasil não é diferente. O País é apontado como uma das tarifas mais altas. Na lista do preço da cesta, o Brasil ficou em 87º com 4,14, mas já é um grande ganho, visto que em 2008 esse índice era de 7,68. Mas, na Argentina, por exemplo, o índice é de 2,71, e a UIT considera tarifas baixas países que recebem conceitos inferiores a 3.
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