Mas, do ponto de vista legal, pouco se pode fazer a respeito. No ínicio desta semana, o líder do Inferno.br foi identificado e está respondendo a um processo judicial por crime contra danos materiais e interceptação de dados telefônicos e tecnológicos (que dita pena de reclusão de até dois anos).
O grupo, tido com um modelo para outros piratas da Internet, ficou conhecido principalmente por invadir a página da OTAN, no final do ano passado, e da NASA, recentemente.
Usando o apelido Jamiez Jamiez (ou JZ), o acusado, de 22 anos, está em liberdade aguardando a decisão da Justiça. De acordo com o delegado, o jovem não tem antecedentes criminais, é estudante, pertence à classe média alta e tem emprego fixo. “Apreendemos os equipamentos do hacker mas dificilmente ele será condenado, pois não é um criminoso comum. Talvez ele receba uma punição alternativa”, deduz Silva.
Em depoimento à polícia, JZ afirmou que eles nunca roubaram informações ou dinheiro dos sites que atacavam, eles “apenas” deixavam mensagens nas páginas que denunciavam a invasão.
Atualmente, mais de 60 projetos sobre documentação eletrônica, privacidade e segurança na Internet, entre outros, estão na Câmara dos Deputados esperando o parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia.
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