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Brasil investirá R$ 112 bilhões em telecom até 2005

Os novos recursos tecnológicos da telefonia móvel despontam como grande impulsionador do mercado de telecomunicações no Brasil. Basta avaliar as projeções. Os investimentos em serviços de telefonia fixa comutada (STFC)devem cair de R$ 11,8 bilhões para R$ 6,8 bilhões em 2005; enquanto os serviços móveis (SMC)devem praticamente dobrar, de R$ 4,2 bilhões deste ano para R$ 7,8 bilhões daqui a cinco anos.

(1)Inclui serviços de rede e de circuitos especializados, serviços de rede de transporte de telecomunicação, serviço fixo por satélite e outros serviços fixos.

(2)Inclui serviço móvel global por satélite (SMGS), serviço móvel especiliazado (SME), serviço especial de rádio-chamada (SER) e outros serviços móveis.

(3)Inclui os serviços de TV por assinatura e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

Mercado promissor

Essa explosão do mercado traz um movimento novo do setor de serviços na economia local, especialmente pela entrada de capital estrangeiro privado. Há apenas alguns anos, em 1996, a telefonia móvel brasileira era toda analógica, mas o investimento em tecnologia digital – com melhor gerenciamento de rede e serviços adicionais – fez o mercado evoluir rápido, considerando as dimensões do país. Em dezembro do ano passado, 66% dele já era digital e a planta instalada de telefonia móvel atingia, neste período, 15 milhões de acessos. Os números representam um crescimento de 18 vezes no período de 1994/99.

Em dezembro de 1997, iniciou-se a operação da Banda B que não foi tão significante naquele ano – apenas 15,7 mil terminais dos 4,6 milhões existentes no país – mas após a privatização do Sistema Telebrás as empresas de Banda B atingiram o número de 477,8 mil terminais dos 5,6 milhões em operação.

O serviço móvel celular antes concetrado nas classes de renda mais alta (A e B), com o advento da competição e a introdução do pré-pago, incorporou as classes C e D entre os usuários. A competição vem reduzindo o preço do serviço e o sistema pré-pago barateou o acesso pela desobrigação de uma assinatura mensal. Em dezembro de 97, um ano após sua implantação, o pré-pago já representava 38% dos acessos móveis celulares. Para 2005, a Anatel acredita que o crescimento vai ser muito mais significativo, principalmente nas regiões mais isoladas do país, fora do eixo Sul-Sudeste.

Mas não foi só o serviço móvel que se ampliou. A telefonia fixa cresceu 109% de 1994 a 1999, o que corresponde uma taxa média anual de 15,9%. Segundo a Anatel, a digitalização, a tecnologia sem fio (WLL) e o aumento da capacidade de transporte por meio da implantação de redes de fibra óptica sinalizam para um redirecionamento dos investimentos do setor, com significativa redução de custos para prestação do serviço de telefonia fixa.

Para 2005, a perspectiva da Anatel é de 58 milhões de acessos instalados no Brasil, levando em conta não apenas os compromissos assumidos pelas concessionárias e empresas espelho como também o fim da restrição à entrada de novos competidores após dezembro de 2001.

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