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Brasil Foods e os desafios de crescimento com uma TI avançada

A empresa é gigante e só em 2010 faturou R$ 23 bilhões. Mas os números não param por aí: a Brasil Foods produz hoje quase cinco milhões de toneladas de alimentos e tem uma média diária de sete milhões de aves abatidas. Para dar conta dessa dimensão tem 113 mil funcionários e 63 fábricas. Quando falamos de um setor como esse, a TI pode parecer algo sem tanta importância, mas o CIO Curt Zimmermann avisa que alguns segundos de indisponibilidade podem afetar, e muito, a operação logística do grupo.

Ao falar em um painel que tinha como ideia levar desafios de outros setores ao conhecimento de instituições financeiras no Ciab 2011, o executivo, que já respondeu pela TI do braço de seguros do Itaú, demonstrou completo alinhamento aos objetivos da empresa, que é transformar uma companhia de bens de consumo com margem baixa em um player internacional; e, para isso, muito trabalho está em curso.

?Nossa folha de pagamento rodada em SAP, talvez seja uma das maiores do mundo. Temos desde sistemas para operar em bolsa (de valores) até para controle de genética animal?, exemplifica. Os diversos de sistemas suportados pelo departamento de TI respondem, por exemplo, pela emissão de 1,4 milhão de notas por mês e mais de sete milhões de lançamentos contáveis. ?Temos 50 mil atendimentos por mês no help desk, é quase um call center. Temos suporte de vários sistemas para cada elo da cadeia. São 300 sistemas em carteira. Algo que temos que colocar como empresa é racionalização do negócio, a diversificação de arquitetura tem se convertido em uma explosão de custos de também?, avalia, ao comentar alguns de seus desafios.

Para melhorar a eficiência do grupo de TI, o CIO tem aderido ao ITIL, análise financeira de investimento, controle de projetos e controle rígido de custos. Além disso, ele conta com um benchmark anual, que é gerido mês a mês pós-alinhamento. ?A indústria tem disciplina muito maior que empresa de serviço quando falamos em gestão de custo?, comenta Zimmermann, dizendo que o setor de serviços teria muito a ganhar se, em alguns aspectos, pensasse mais como manufatura. ?Trabalhamos com orçamento base zero e usamos indicadores de custo.?

Sobre o ITIL ele diz que o maior ganho é na eficiência operacional e não tanto do ponto de vista financeiro como muitos costumam buscar. Nessa nova organização, existe ainda ?controle de arquitetura, para não ter duplicação; metas financeiras para todos os gerentes; bonificação atrelada aos resultados do negócio; e avaliação financeira das versões.?

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