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Brasil é o lanterna no ranking de recuperação de desastres

Companhias em todo o mundo estão em média 14% mais preparadas para backup e   em relação ao ano anterior. O Brasil, no entanto, está na contramão desse resultado e é o último do ranking no Índice Global 2012 de Recuperação de Desastres, levantamento realizado pela Acronis, provedora de soluções de recuperação de desastres e proteção de dados, em parceria com o Instituto Ponemon.

“Em solo nacional, esse cenário se formou porque a economia aquecida faz com que empresas invistam na infraestrutura para impactar diretamente na operação e deixam a segurança em segundo plano”, avalia Xavier Aguirre, diretor de Vendas para a América Latina da Acronis. “A falta de investimento em segurança no Brasil é uma questão cultural. No momento, as atenções se voltam para o crescimento”, completa Thiago Cardoso, country manager da Acronis no Brasil.

Na pesquisa, realizada de setembro a outubro de 2011 e que incluiu 18 países e 6 mil funcionários de TI de empresas com menos de mil empregados, os países foram classificados em uma escala de -5,0 a +5,0, com base nos níveis de confiança de suas capacidades de backup e recuperação. O Brasil teve o nível mais baixo, marcando -0,9. A Alemanha obteve a maior pontuação, com +2,1.

Os gerentes de TI brasileiros entrevistados expressaram significativa preocupação em relação à qualidade de gerenciamento de seus sistemas de backup e recuperação de desastres, questionando se os recursos para implementar medidas abrangentes estão sendo usados pelas empresas que representam.

Apenas 13% dos entrevistados no Brasil “concordaram fortemente” que suas equipes de segurança e TI estão qualificadas para executar operações de backup e recuperação em caso de alguma emergência (ataques pela internet, desastres naturais etc), enquanto 44% “discordam fortemente” que seus executivos de negócios sejam favoráveis à implementação de operações de segurança contra desastres e backups.

Aguirre diz que os resultados indicam que ainda há espaço para incrementar o uso de sistema de  backup em solo nacional. “Trata-se de uma oportunidade para as empresas começarem a investir em serviços que  serão uma segurança no futuro”, opina.

Ele lembra que se uma companhia consome cerca de uma semana para recuperar dados críticos, corre o risco de ir à falência. “Além disso, a organização perde clientes importantes, dinheiro e se coloca em posição complicada no mercado de atuação.” Segundo a pesquisa, em média, os entrevistados no Brasil disseram que uma parada no sistema custa quase 300 mil dólares por ano. Outro dado relevante, diz Aguirre, é que 64% dos entrevistados brasileiros disseram que o fator que mais contribui  para o tempo de inatividade é o erro humano.

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