Há 22 anos desembarcava no Brasil a BMC Software, conhecida mundialmente por suas soluções para gestão de mainframes e pelo Control-M. Por aqui, a marca foi se consolidando, ganhando relevância e hoje, mais madura, mira sua atuação não por produtos, mas com base na satisfação e na experiência do cliente.
Com essa abordagem, ganha o cliente, que tem suas necessidades de negócios melhor atendidas e a empresa, que consegue conquistar as companhias com uma atuação mais assertiva. “Nosso objetivo não é falar de produtos. Discutir sobre a transformação digital ou de um aplicativo bonito chama a atenção, mas o que buscamos é a completa satisfação do cliente do nosso cliente. Afinal, o mercado exige uma satisfação imediata. Quem não conseguir isso é facilmente substituído”, contou Eduardo Lugo, vice-presidente da BMC Software para a América Latina.
Essa estratégia tem sido vencedora e inclusive tem dado fôlego para a empresa crescer na América Latina. A expectativa, segundo Lugo, é dobrar os resultados na região em 2020 e 2021. Apesar de não revelar números, o executivo indica que a meta é bastante factível.
Lugo observou em conversa com o IT Forum 365 que, hoje, a BMC está focada em ajudar as empresas a olhar para além da transformação digital e se antecipar ao que vem por aí. “Vemos muitas empresas buscando entender como tirar o melhor proveito do ambiente de cloud”, exemplificou, completando que a discussão vai muito além da infraestrutura, e caminha pra como usar a nuvem para melhorar os serviços aos clientes.
O executivo apontou que todas as empresas já entendem a necessidade da transformação, mas que para muitas a mudança é um desafio gigantesco, não só em razão do legado, como também pelo fato de ter de inovar e ao mesmo tempo que mantém as luzes acessas.
“A tecnologia entra como facilitador. Até pouco tempo, via muitas discussões sobre soluções ‘best of bread’. O que aconteceu, no entanto, é que muitas companhias adquiriram as melhores soluções que não se falavam, e acabavam operando em ilhas”, justificou ele. A boa notícia é que a TI está ciente da situação. “Afinal, se a TI não é ágil na resposta das necessidades da área de negócios, ficarão para trás.”
Um dos diferenciais da estratégia da BMC Software, segundo Lugo, está no fato de a empresas garantir flexibilidade. “Continuamos a ser uma das poucas a de ter flexibilidade, com soluções para gerenciar mainframe, ambiente distribuído, multicloud, private cloud… Trabalhamos ao gosto do cliente”, indicou.
O formato adequado é desenhado por meio de uma análise verdadeiramente consultiva, garantiu. “Nos últimos dois anos, temos colocado foco forte na venda de valor”, comentou ele.
Uma tendência que o executivo tem visto nesse cenário é na aquisição de soluções como serviço. “Se ele compra na nuvem, tem de administrar. Agora há uma tendência de clientes buscarem a contratação como serviço total. Se eu vou fornecer uma solução de help desk, o cliente não quer saber das configurações, administração do ambiente, só quero de conectar um cabo e ter o serviço e o fornecedor manter o serviço”, finalizou.
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