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Blue Coat, Trend Micro e Symantec se unem no combate a ameaças

A Blue Coat anunciou nessa quarta-feira (21/10) novos parceiros que aderiram ao Programa Encrypted Traffic Management (ETM) Ready, que passa a contar com as soluções e a inteligência das empresas Trend Micro e Symantec. Outras cinco companhias de segurança – eSentire, Gigamon, LogRhythm, ManagedMethods, e TopSpin Segurança – também se juntaram à aliança global.
Lançado em março de 2015, o Programa ETM Ready propõem a colaboração entre diversos fornecedores da área de segurança para trabalhar por um bem comum: a segurança e a integridade dos ambientes de TIC das corporações.

Uma das principais frentes de batalha é vencer a guerra contra ameaças ocultas em tráfego SSL, bem como garantir a proteção, a privacidade e o alinhamento das empresas às normas de governança e segurança.
De acordo com Marcos Oliveira, country manager da Blue Coat no Brasil, se por um lado o tráfego criptografado assegura a privacidade das comunicações corporativas, por outro representa um enorme ponto cego na visibilidade dos sistemas TIC e, portanto, faz-se necessário inspecionar o tráfego criptografado.
Segundo Nicolas Popp, vice-presidente de proteção à informação da Symantec. “Numa época em que o tráfego encriptado SSL é visto por cybercriminosos como um lugar atraente para esconder malware, é fundamental adicionar visibilidade a esse tráfego”, diz. Dessa forma, explica, é possível previnir o vazamento de informações e outras atividades criminosas.
Os parceiros fundadores do ETM Ready são as empresas CA Technologies, Cyphort, Damballa, Fidelis Cybersegurança, HP, Lastline, RSA, SafeNet, Inc. (agora Gemalto), Venafi e VSS Monitoring.
Criptografia provê privacidade para usuários e para hackers
Segundo uma pesquisa do Blue Coat Labs, dos 10 websites mais visitados, 100% deles usam HTTPS, ou tráfego criptografado, deixando 100% desse tráfego invisível a todos os dispositivos de segurança se não for descriptografado. O crescente uso de criptografia para tratar preocupações com a privacidade está criando um conjunto perfeito de condições para que criminosos cibernéticos ocultem malware em transações criptografadas.

De fato, os pesquisadores da Blue Coat descobriram que, frequentemente, ele reduz o nível de sofisticação necessário para o malware evitar a detecção, o que facilita a entrada do malware na rede. Os pesquisadores da Blue Coat descobriram que, em um período típico de sete dias, de 1,1 milhões de novos sites identificados e classificados, mais de 40.000 solicitações eram sites HTTPS maliciosos recém-classificados e 100.000 solicitações – ou aproximadamente 10% – a sites HTTPS de Comando e Controle que já estavam infectadas.

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