A utilização da tecnologia blockchain pode reduzir em até 30% os custos de infraestrutura de oito dos dez maiores bancos de investimento do mundo – ou seja, de US$ 8 bilhões para US$ 12 bilhões em economias anuais de custos. A estimativa é de um relatório divulgado pela Accenture, que analisou o sistema de banco de dados que permite a diversas partes compartilhar o acesso aos mesmos dados, com um nível extremamente elevado de confiança e segurança.
O estudo “Banking on Blockchain: A Value Analysis for Investment Banks”, em parceria com a McLagan, se baseia na análise de dados de custos de oito bancos. A avaliação incluiu dados de mais de 50 métricas operacionais de custo, por meio da aplicação do modelo de Banco de Investimento de Alta Performance, da Accenture.
David Treat, diretor executivo da prática de blockchain da Accenture, destaca que, dado o enorme custo de reconciliação de dados – que faz parte de todos os aspectos da indústria do mercado de capitais -, não é nenhuma surpresa vermos uma quantidade significativa de investimento em blockchain. “Mas, como acontece com qualquer tecnologia emergente, compreender o que esses investimentos podem produzir é um desafio. À medida que avançamos nas implementações de produção, os executivos de bancos precisarão de um claro roteiro para como e onde repensar suas estratégias e reformular seus modelos de operação, razão pela qual empreendemos este estudo inédito”, afirma Treat.
A Accenture destaca que as tecnologias de blockchain potencializam os avanços em software, comunicação e criptografia, que permitem aos bancos de investimento migrar a manutenção de uma estrutura de banco de dados separada e fragmentada para um banco de dados compartilhado e distribuído, que abrange toda a organização. O blockchain suporta um registro digital compartilhado das transações gravadas e verificadas na rede de participantes e, com a tecnologia, as transações residem em uma estrutura de dados inviolável, visível para todos e que fornece os níveis necessários de segurança e acesso para cada usuário.
Chris Blain, sócio da McLagan, destaca que a análise realizada sugere que o blockchain possa alterar significativamente os parâmetros operacionais dos bancos de investimentos na próxima década. “A tecnologia representa um avanço potencialmente importante em um momento em que os principais bancos de investimento estão buscando inúmeras formas de reconstruir seu retorno sobre o patrimônio”, diz.
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